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20 de abril de 2019, 07h39

Calote do governo em construtoras pode paralisar Minha Casa Minha Vida

Empresas que integram o programa denunciam que o governo não tem honrado os contratos, o que levou os empresários a ameaçarem parar a construção de residências populares

Foto: Bruno Peres/Min. Cidades

As construtoras que fazem parte do Minha Casa Minha Vida, programa criado em 2009 pelo ex-presidente Lula, denunciam que o governo de Jair Bolsonaro não honra os contratos, o que levou os empresários a ameaçarem paralisar a construção de residências populares dentro do projeto.

Foi apenas a partir dessa ameaça que o governo decidiu liberar R$ 800 milhões adicionais para o programa de habitação popular, de acordo com informações de Danielle Brant e Anaïs Fernandes, na Folha de S.Paulo.

A liberação de recursos suplementares só aconteceu depois da pressão das construtoras, principalmente as que atuam na faixa 1 do programa, destinada a famílias com renda até R$ 1.800 mensais. Nesse segmento, 90% do valor do imóvel é subsidiado com recursos do Orçamento, por intermédio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).

Perigo

No caso das construtoras das faixas 1,5 e 2, as quais o subsídio é menor, existem atrasos no pagamento e há risco de impactos financeiros. Uma suspensão nos recursos federais nesses segmentos prejudicaria até mesmo os mercados principais e empresas de grande porte em São Paulo.

Empresários dizem não entender a postura do governo, que pregou o liberalismo econômico e a segurança jurídica para melhorar o ambiente de negócios, porém, promove uma quebra generalizada de contratos.


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