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18 de dezembro de 2019, 17h51

Câmara de Salvador aprova retirada do nome de Paulo Freire de escola e provoca protestos

“Estamos surpresos e perplexos. Foi algo que aconteceu de repente, sem o nosso conhecimento. Não concordamos com esta mudança”, declarou Rose Tatiane Barreto, diretora da escola

Foto: Rose Tatiane Barreto/Divulgação

A Câmara Municipal de Salvador (BA) aprovou projeto de lei que retira o nome do educador Paulo Freire de uma escola municipal local. O autor da iniciativa é o vereador bolsonarista Alexandre Aleluia (DEM). De acordo com sua ideia, o nome da instituição de ensino deverá ser José Bonifácio, em homenagem ao patriarca da Independência do Brasil.

Para entrar em vigor como lei, o projeto precisa passar pela sanção do prefeito ACM Neto (DEM), que é do mesmo partido de Aleluia.

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Considerado um dos principais pensadores da pedagogia mundial, Paulo Freire é o Patrono da Educação Brasileira. No entanto, vem sendo constantemente hostilizado por Jair Bolsonaro e seus aliados, especialmente o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Recentemente, o presidente chamou o educador de “energúmeno.

Bolsonarista

As justificativas de Aleluia para propor o projeto são: “Graças ao método construtivista de Paulo Freire implantado nas escolas, o país ocupa hoje as últimas posições do mundo na questão da qualidade de ensino. Afinal, que homenagem Paulo Freire merece?”, disse.

Aleluia é um dos nomes mais marcantes do bolsonarismo na Bahia e tudo indica que vai se transferir para o novo partido do presidente, o Aliança pelo Brasil. Ele é filho do ex-deputado federal José Carlos Aleluia, assessor especial do Ministério da Saúde de Bolsonaro.

Protestos

A iniciativa recebeu críticas da comunidade escolar, que não foi consultada a respeito da mudança de nome. “Estamos surpresos e perplexos. Foi algo que aconteceu de repente, sem o nosso conhecimento. Não concordamos com esta mudança”, declarou Rose Tatiane Barreto, diretora da escola.

“A intenção do projeto de Aleluia é claramente perseguir Paulo Freire por causa do ódio que ele nutre pelo pedagogo, assim como o presidente Bolsonaro. Ele quer afrontar professores e todos aqueles que prezam pela diversidade e pluralidade na educação”, disse a vereadora Marta Rodrigues, líder do PT na Câmara.

Com informações da Folha de S. Paulo


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