Câmara já tem mais de 100 pedidos de impeachment abertos contra Bolsonaro

Confira um levantamento obtido pela Fórum com todos os 108 pedidos de impedimento do presidente

Com o pedido apresentado pelo Movimento Nacional das Favelas e Periferias nesta terça-feira (6), a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados já recebeu 108 pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro desde o início do governo. Destes, 102 estão abertos e constam como “em análise” pela presidência da Câmara, comandada por Arthur Lira (PP-AL).

O levantamento foi feito pela Secretaria Geral da Mesa por solicitação da liderança do PT na Câmara e mostra que 94% dos pedidos foram feitos durante a vigência da pandemia de Covid-19 – ainda que nem todos sejam diretamente sobre a a atuação do mandatário nesse momento crítico.

Para a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) o número de pedidos “corresponde ao tamanho da crise que o Brasil vive desde o primeiro dia de governo de Bolsonaro”. “Foram tanto crimes cometidos desde então, mas até o momento a Câmara finge que tudo vai bem. 4195 mortes no Brasil nas últimas 24 horas. Nada está bem, e o impeachment é a única solução para superarmos a crise Bolsonaro”, declarou.

Destes, 41 foram apresentados desde o início de fevereiro, quando o deputado federal Arthur Lira (PP-AL) assumiu o comando da Câmara. Trinta foram apresentados simultaneamente por estudantes de direito na última semana, alegando que houve negligência por parte de Bolsonaro no combate à pandemia.

Enquanto o movimento estudantil adotou a tática da difusão de diversos pedidos, lideranças do campo da oposição lançaram uma nova peça em conjunto na última quarta-feira (31) alegando que houve interferência de Jair Bolsonaro nas Forças Armadas.

Avatar de Lucas Rocha

Lucas Rocha

Jornalista da Sucursal do Rio de Janeiro da Fórum.

Você pode estar junto nesta luta.

Fórum é um dos meios de comunicação mais importantes da história da mídia alternativa brasileira e latino-americana. Fazemos jornalismo há 20 anos com compromisso social. Nascemos no Fórum Social Mundial de 2001. Somos parte da resistência contra o neoliberalismo. Você pode fazer parte desta história apoiando nosso jornalismo.

APOIAR