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18 de julho de 2019, 23h18

Campanha antidrogas do governo federal vira motivo de piada nas redes

Enquanto internautas fazem piadas, especialistas se preocupam com clima de terror na mensagem proibicionista

Reprodução/Twitter

A intenção do Ministério da Cidadania era convencer a juventude brasileira que o uso de substâncias entorpecentes deixa a pessoa presa ao vício. Porém, os vídeos da campanha do governo federal não atingiu o objetivo desejado. Seja pela sua produção ou pelo seu discurso, críticos fazem suas análises seja por meio do humor ou pela cautela.

Um dos que fizeram graça com a campanha foi o humorista Rafinha Bastos. A primeira postagem do comediante sobre tema causou a indignação do ministro Osmar Terra, responsável pela campanha. “Vou morrer e não vou ver tudo….Como é que alguém com influência na opinião pública pode ficar contra uma campanha de prevenção às drogas!!” Rafinha respondeu sem muitas papas na línguas. “Pq a tua campanha é uma bosta, campeão. Abraço”.

Em um dos vídeos da campanha, um jovem que interpreta um usuário de drogas fica preso dentro de uma caixa, como uma espécie de vitrine com semblante cabisbaixo. A caixa foi levada a um shopping e uma escola. Um ator que fica fora fala para quem observa a cena. “Você nunca será livre se escolher usar drogas”.

“Usando o mote da atual campanha: como posso escolher se não sei o que ganho nem o que perco de verdade ao usar drogas? O governo não me informou a respeito. A literatura científica já demonstrou de forma exaustiva que esse tipo de campanha não funciona, não resulta no efeito preventivo almejado. Ela simplesmente fica na esfera passional e nem um pouco informativa sobre os reais problemas do uso abusivo de drogas”, indagou a professora da Universidade de Brasília (UnB) e coordenadora do Centro de Referência sobre Drogas e Vulnerabilidades Associadas (CRR/FCE/UnB), Andrea Gallassi.


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