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02 de fevereiro de 2018, 15h57

Candidato do MBL, dono da Riachuelo agora quer atacar LGBTs

Flávio Rocha planeja eleger 200 deputados conservadores nas próximas eleições para que estes lutem contra pautas progressistas; ligado à igreja Sara Nossa Terra, ele defende o combate ao casamento gay.

Flávio Rocha planeja eleger 200 deputados conservadores nas próximas eleições para que estes lutem contra pautas progressistas; ligado à igreja Sara Nossa Terra, ele defende o combate ao casamento gay.

Da Redação*

Flávio Rocha, dono da Riachuelo e um dos apoiadores do golpe contra Dilma Rousseff, tem um plano para eleger deputados conservadores nas próximas eleições, para que estes lutem contra pautas progressistas. Ligado à igreja Sara Nossa Terra, Rocha defende as bandeiras das igrejas, dentre elas estão o combate ao casamento gay, aborto e o que chamam de “ideologia de gênero”.

De acordo com o dono da Riachuelo, o “o economês conserta o País, mas é o discurso sobre os costumes que levará o candidato a ganhar a eleição presidencial deste ano”. Em entrevista ao blog Coluna do Estadão, Rocha não descarta concorrer à presidência da República, caso haja uma mobilização em torno de seu nome. “É muito feio uma pessoa ser convocada para uma missão nacional e se recusar por razões egoísticas, por causa de patrocínios”, disse.

Cresce a ideia de um acordo entre evangélicos e católicos para conseguir eleger 200 deputados em novembro para o Congresso. Atualmente, a bancada evangélica tem 97 parlamentares e os católicos contam 48 deputados.

Rocha já foi deputado federal pelo Rio Grande do Norte, entre 1987 e 1995, pelo PFL. Em 2017, o Movimento Brasil Livre (MBL) cogitou apoiar seu nome para o governo de São Paulo em 2018. Uma campanha da Riachuelo para o Dia dos Namorados no ano passado causou polêmica. Nenhum dos casais era formado por duas mulheres ou dois homens.

*Com informações do Estadão e do Brasil 247

Foto: Divulgação

 


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