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28 de dezembro de 2019, 13h22

Carina Vitral diz que PCdoB não vai trocar nome, cores nem tirar foice e martelo da sua marca

De acordo com apuração da Fórum, a direção nacional do partido vai soltar nota sobre o assunto ainda neste sábado

Carina Vitral foi presidenta da UNE - Foto: Divulgação/UNE

A ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral (PCdoB-SP), desmentiu matéria do site Metrópoles e negou que o PCdoB vai mudar de nome e passar por repaginação visual. A declaração foi dada em entrevista ao jornalista William De Lucca, do Brasil 247, neste sábado (28).

A direção nacional do partido, de acordo com apuração da Fórum, deverá soltar nota ainda hoje sobre o assunto.

“Pessoal, olha a informação que vem de dentro: a @carinavitral me explicou que o Movimento 65 vai ser uma CAMPANHA DE FILIAÇÃO, e não uma mudança na identidade visual do Partido. Os materiais vão trazer, inclusive, logo e nome da legenda. Faz muito mais sentido!”, escreveu De Lucca no Twitter.

Em conversa com a Fórum, Carina acrescentou ainda que “o movimento 65 é a tática eleitoral do PCdoB pra enfrentar esse período de ofensiva do conservadorismo. Convidamos liderança sociais comprometidas com a luta contra Bolsonaro pra se filiarem e serem candidatos pelo partido e nos ajudarem a crescer o partido”.

Em matéria no mínimo polêmica, o site Metrópoles afirmou, entre outras coisas, que o PCdoB passaria a adotar a expressão “Movimento 65”, em referência ao nome da legenda, que pretende lançar o governador do Maranhão, Flávio Dino, como candidato a presidente da República em 2022. A sigla, de acordo coam a reportagem, encobriria as palavras “partido” e “comunista”.

O Metrópoles afirma ainda que as cores verde e amarelo passariam a ser predominantes no partido, ao invés da cor vermelha. Também sairiam a “foice e o martelo”, símbolo da luta das classes trabalhadoras urbana (martelo) e rural (foice).

Movimento 65

No último dia 2 de dezembro, o PCdoB publicou nota assinada pelo seu Comitê Central com o título: “Venha para o Movimento 65”, onde não há nenhuma menção às mudanças que o Metrópoles aponta. No texto, o partido afirma que “transcorrido praticamente um ano de governo Jair Bolsonaro, da extrema-direita, dele se pode afirmar resumidamente que se trata de um governo inimigo da democracia, carrasco do povo e traidor de nosso país”.

O documento diz ainda ter como objetivo “construir um movimento eleitoral e cívico amplo, de caráter frentista — Movimento 65 —, um lugar para os lutadores e lutadoras das causas da classe trabalhadora e do povo, intelectuais e agentes culturais progressistas, líderes da sociedade civil. Todos(as) terão lugar no Movimento 65 para se candidatar nas eleições municipais de 2020”.


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