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13 de maio de 2019, 23h05

Carlos Bolsonaro esteve em clube de tiro no mesmo período que Adélio, aquele que esfaqueou seu pai

Adélio Bispo, que era de Montes Claros (MG), foi misteriosamente para São José (SC) e esteve em um clube de tiro no dia 5 de julho, dois dias antes de Carlos Bolsonaro, que passou um final de semana todo confinado no local; o esfaqueador ficou em SC até agosto e de lá foi direto para Juiz de Fora (MG), onde aconteceu o atentado, em setembro

Reprodução/Instagram

A facada que Jair Bolsonaro levou em setembro do ano passado continua sendo alvo de suspeitas e teorias. Depois do documentário “A Facada no Mito”, que coloca em xeque inúmeras versões da família Bolsonaro sobre o caso e até da própria polícia, jornalistas e internautas têm se debruçado sobre o tema para tentar juntar as peças.

Nesta segunda-feira (13), um perfil do Twitter chamado Mohammed Al-Khwarizmi divulgou uma nova teoria sobre o atentado que viralizou nas redes. Com matérias jornalísticas e prints do Instagram, o internauta constatou algumas “coincidências”: Adélio Bispo (aquele que esfaqueou Bolsonaro) e Carlos Bolsonaro (filho do presidente) estiveram, durante os mesmos dias, na mesma cidade e no mesmo clube de tiro.

Até 2017, Adélio viva em Montes Claros (MG). Em 2018, coincidentemente um ano eleitoral, Adélio começou a viajar pelo país e, em 5 de julho, chegou em São José (SC), Região Metropolitana de Florianópolis, e fez uma hora de tiro esportivo no clube .38. Dois dias depois Carlos Bolsonaro desembarcou na mesma cidade e passou um final de semana inteiro confinado no mesmo clube de tiro, conforme postado pelo próprio vereador em seu Instagram.

Já havia sido noticiado pela imprensa que os filhos de Bolsonaro, como Carlos e Eduardo, frequentavam o mesmo clube de tirou que Adélio treinou. O que a mídia não se deu conta, ou não resolveu noticiar, é que Carlos e Adélio, o esfaqueador, estiveram no mesmo local durante o mesmo período.

“Aqui começa a teoria de fato. Ninguém fica 24 horas dentro de um clube de tiro. Nesses dias, Carlos e Adélio estiveram nos mesmos espaços, possivelmente compartilhando de armas similares e montando um plano. Sim, é esse plano mesmo que você pensou”, escreveu o internauta que resgatou as postagens de Carlos para provar que ele e Adélio estiveram no mesmo local.

Adélio permaneceu em São José até agosto de 2018. A facada em Juiz de Fora aconteceu em setembro. Naquela ocasião, Carlos Bolsonaro acompanhava o pai na comitiva, algo que nunca tinha feito antes.

O internauta, no entanto, vai além em sua teoria e chega a aventar a possibilidade de que a facada, na verdade, foi real, mas que o mandante poderia ser o próprio Carlos, que teria o desejo de assumir a candidatura no lugar do pai.

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Confira a teoria no fio abaixo.

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