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28 de fevereiro de 2019, 09h09

Carlos Bolsonaro perdeu, em 2007, R$ 130 mil na bolsa de valores

Recurso, vultuoso demais para os vencimentos do vereador na época, não foi declarado à Justiça Eleitoral

Foto: Divulgação

De acordo com matéria da Época publicada nesta quinta-feira (28), Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, Jair Bolsonaro, também conhecido como Zero Dois, Carluxo e Pit Bull, aplicou, em 2007, R$ 130.800 na corretora Intra, com sede em São Paulo. Dois anos depois do primeiro aporte, em maio de 2009, com a crise financeira internacional já instalada, ele foi informado de que não só havia perdido tudo que investira, como ainda estava devendo R$ 15.500.

Chama a atenção, no entanto, a quantia vultosa aplicada em ações para um jovem que tinha na época apenas 25 anos e estava em seu segundo mandato como vereador no Rio de Janeiro — com salário de R$ 9.288.

Na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral nas eleições de 2008 — o registro da candidatura foi apresentado em 28 de junho daquele ano —, Carlos disse ter apenas um automóvel Peugeot 307, avaliado em R$ 65 mil, e um apartamento na Rua Itacuruçá, na Tijuca, Rio de Janeiro, que valia R$ 195 mil. Somados, ele declarou ter em bens R$ 260 mil. O valor investido em ações, que Carlos omitiu da Justiça Eleitoral, somava metade de seu patrimônio declarado.

Inconformado com a perda, em julho de 2010, Carlos foi à Justiça pedir ressarcimento do prejuízo e indenização por danos morais. Em agosto do ano passado, Carlos perdeu a ação em primeira instância. A juíza Gisele Valle Monteiro da Rocha, da 35ª Vara Cível de São Paulo, considerou a ação improcedente e foi implacável ao rebater a tese de que Carlos ignorava o que acontecia com o dinheiro aplicado.

Carlos não ficou pobre por muito tempo. Cerca de três anos depois de ter contabilizado a perda de R$ 130.800, em 2012, ele declarou à Justiça Eleitoral ter um patrimônio 73,8% superior ao de 2008. O total era de R$ 452 mil. De 2012 a 2016, outro salto superior a 70% no patrimônio. Na última eleição para a Câmara Municipal, Carlos disse ter um patrimônio de R$ 608 mil.

Já o seu irmão Flávio Bolsonaro, o Zero Um, também perdeu dinheiro com a corretora. Flávio afirmou ter investido R$ 90 mil entre agosto de 2007 e setembro de 2008. Flávio disse também ter sabido do prejuízo por um gerente da corretora e, assim como o irmão, fez um depósito imediato de R$ 15.500, em dinheiro.

Procurado por ÉPOCA, o gabinete de Carlos informou que ele não está dando entrevistas. Os assessores de Flávio responderam dizendo que o senador não se pronunciaria sobre esse assunto.


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