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20 de setembro de 2019, 19h13

Carlos Bolsonaro se lembra que tem que trabalhar e reaparece na Câmara do Rio

Ele voltou: Carluxo disse estar pronto pro trabalho após ter se recuperado de cirurgia do pai, feita, segundo ele, "em detrimento de uma facada"

Reprodução/Twitter

Nem só de redes sociais viverá o homem, é o que poderia dizer algum provocador sobre o retorno de Carlos Bolsonaro para a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro após um afastamento de duas semanas. O parlamentar (PSC-RJ) pediu licença para acompanhar operação e recuperação do pai, o presidente Jair Bolsonaro, e garantiu um período de dedicação exclusiva para comandar as redes bolsonaristas pelo Twitter.

“De volta ao Rio de Janeiro após recuperação de mais uma cirurgia em detrimento de uma facada que meu pai levou de um militante de esquerda. Publicado no DCM, nosso projeto de lei 1488/19 que orienta que as diretrizes de educação do município sigam as do Ministério da Educação”, publicou o vereador nesta sexta-feira (20) em sua rede social.

As habituais confusões linguísticas do vereador, comparado por ex-aliados do presidente com o personagem Tonho da Lua, também estiveram presentes. A troca de “decorrência” por “detrimento” foi alvo de piadas nas redes sociais.

Nesse período de licença não-remunerada, solicitada em 6 de setembro, Carluxo dedicou-se ao pai e ao que mais gosta de fazer: atuar como influenciador das redes bolsonaristas. Durante o “recesso”, o filho “02”, considerado chefe das milícias virtuais do ex-capitão, fez publicações polêmicas, como a que defende a ditadura para transformações.

“Por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos… e se isso acontecer. Só vejo todo dia a roda girando em torno do próprio eixo e os que sempre nos dominaram continuam nos dominando de jeitos diferentes!”, diz a publicação que o foi vista como uma defesa de um golpe de Estado e gerou críticas da oposição, de Mourão e dos presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-SP). “As instituições estão todas pujantes, trabalhando a favor do Brasil. Então, uma manifestação ou outra em relação a esse enfraquecimento tem da minha parte o meu desprezo”, disse Alcolumbre.

 


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