domingo, 20 set 2020
Publicidade

Cármen Lúcia não responde a Sepúlveda Pertence, padrinho de sua indicação ao STF

A coluna de Mônica Bergamo informa que o advogado Sepúlveda Pertence, que defende Lula no STF (Supremo Tribunal Federal), pediu audiência à presidente da corte, Cármen Lúcia, na quarta-feira (21). Não recebeu resposta até o começo da noite de segunda (26). A demora difere da de outros gabinetes. O ministro Edson Fachin, por exemplo, agendou o encontro sem delongas.

A demora de Cármen Lúcia para ao menos agendar uma audiência e o mistério em torno de sua decisão de levar ou não o pedido de habeas corpus de Lula ao plenário do STF têm preocupado o PT.

O partido acreditava que a corte poderia julgar o caso com rapidez e garantir que o ex-presidente não fosse preso depois do julgamento de seus embargos pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), que deve ocorrer em março.

A defesa corre contra o tempo: no dia 6 termina o prazo para que o Ministério Público Federal apresente a defesa da condenação de Lula, em resposta aos embargos dos advogados. A partir daí, o TRF-4 pode encerrar o caso e, se não mudar o entendimento, determinar a prisão.

Sepúlveda indicou Cármen no STF

O site JusBrasil lembrou, na ocasião da posse da ministra, em maio de 2006, que a candidatura de Cármen Lúcia Antunes Rocha ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi apadrinhada pelo ministro Sepúlveda Pertence, próximo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na disputa pela vaga aberta pela aposentadoria do ministro Nelson Jobim estava também a colega de Cármen Lúcia na procuradoria do estado de Minas Gerais, Misabel Derci. De acordo com integrantes do governo e do Senado que acompanharam o processo de indicação, Misabel Derzi sofria resistência de integrantes da oposição.

Soma-se a isso o apoio decisivo de Pertence para que Lula indicasse Cármen Lúcia no dia 10 de maio de 2006. Na semana seguinte, Cármen Lúcia foi sabatinada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

O relator da indicação de Cármen Lúcia na CCJ foi o então senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Quando o Supremo julgou o recebimento da denúncia contra Azeredo, envolvido com o mensalão tucano, Cármen Lúcia se declarou impedida por ter trabalhado com ele no governo do estado.

 

Redação
Redação
Direto da Redação da Revista Fórum.