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23 de dezembro de 2019, 20h12

Caso Marielle: STJ dá dez dias para familiares opinarem sobre federalização

Em novembro, os parentes de Marielle divulgaram nota criticando a federalização e a postura de Moro diante das denúncias que envolviam o nome do presidente Jair Bolsonaro

Marielle Franco - Foto: Guilherme Cunha/Alerj

Os familiares da vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018, terão dez dias para se manifestar sobre a possível federalização das investigações da morte da parlamentar e do motorista Anderson Gomes. O prazo foi estabelecido pela ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta segunda-feira (23), e abrange tanto os parentes das vítimas quanto os acusados Ronnie Lessa e Domingos Brazão.

Vaz é relatora do caso no STJ e decidiu aceitar os pedidos feitos pelos familiares de Marielle e pelos dois acusados para serem ouvidos sobre a possível federalização do caso, solicitada pela ex-procuradora-geral da República Rachel Dodge e defendida pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro. A magistrada concedeu acesso a parte do inquérito que investiga irregularidades no caso.

João Tancredo, advogado de Monica Benício, viúva de Marielle, disse que a arquiteta é contrária à federalização. “Seria um grande atraso [a federalização], a PF não tem expertise para essa investigação. É lamentável o ministro [Sérgio Moro] ter tomado essa decisão apenas seis meses após nossos requerimentos”, avaliou em entrevista ao Broadcast, do Estado de S. Paulo. A solicitação de Benicio para dar um parecer sobre a federalização não foi aceita.

Em novembro, os parentes de Marielle divulgaram nota criticando a postura de Moro sobre o caso. “Discordamos da postura do ministro da Justiça Sergio Moro, que passou a defender a federalização das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro obteve avanços importantes e por isso somos favoráveis a que a instituição permaneça responsável pela elucidação caso. Sergio Moro sempre demonstrou pouco interesse pelas investigações do crime”, disseram.

“Somente após a menção ao presidente da República, Jair Bolsonaro, no inquérito, o ministro começou a se declarar publicamente a favor da federalização. Acreditamos que Sergio Moro contribuirá muito mais se ele permanecer afastado das apurações”, afirmaram ainda.

Com informações do Poder 360


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