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11 de julho de 2019, 19h48

Caso vire embaixador nos EUA, Eduardo Bolsonaro quer Olavo de Carvalho como conselheiro

Bolsonaro rompe protocolo e sinaliza a indicação do filho para principal posto do país no exterior; deputado é alinhado a ultraconservadores americanos

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Em coletiva de imprensa na Câmara dos Deputados na noite desta quinta-feira (11), o deputado federal e filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), disse que Olavo de Carvalho serve como um conselheiro e caso ele vire um embaixador poderá chamá-lo para uns “churrascos e dar uns tiros no quintal dele”.

A nomeação do próprio filho do presidente para uma embaixada não tem precedentes na história da diplomacia brasileira desde a Proclamação da República. Para ser embaixador, Eduardo Bolsonaro deverá ser aprovado pelo Senado.

Questionado se o governo só estava esperando ele fazer 35 anos para ser nomeado embaixador, disse que foi uma coincidência e que “papai do céu” fez ele e os irmãos nascerem certinho nos anos certos para suas futuras missões.

A suposta indicação vem exatamente no dia seguinte ao aniversário de Eduardo, que completou 35 anos nesta quarta-feira (10). A lei brasileira exige justamente 35 anos como idade mínima para que alguém possa exercer o cargo de embaixador.

Nesta quinta o presidente Jair Bolsonaro disse à imprensa em Brasília que pode indicar Eduardo como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. A justificativa do capitão da reserva é que o deputado federal tem uma boa relação com o país presidido por Donald Trump e ainda fala inglês.

Chanceler informal

Desde o início do governo que Eduardo Bolsonaro vem se comportando como uma espécie de “chanceler informal”. Apesar de o cargo ser ocupado oficialmente por Ernesto Araújo, ministro de Relações Exteriores, Eduardo acompanha o pai em quase todas as suas viagens internacionais e tem mais interlocução com lideranças estrangeiras que o próprio chefe do Itamaraty.

Em março, por exemplo, durante a visita viagem aos EUA, o fato de Eduardo ter permanecido na sala durante a reunião entre Bolsonaro e Trump, sem a presença de Araújo, causou mal estar entre a diplomacia brasileira.

Desde a exoneração de Sergio Amaral, há três meses, que o Brasil está sem representação diplomática em Washington.


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