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13 de julho de 2019, 14h48

Celso Amorim: no segundo mandato de Lula, todos os embaixadores eram diplomatas de carreira

“Também uma coisa que surpreende é que (Eduardo Bolsonaro) é uma pessoa que usou o boné (de Trump). Verdade que é o presidente atual, mas daqui a um ano tem eleição nos Estados Unidos. Como será?”, pergunta

Foto: Reprodução

Por Rede Brasil Atual*

Em sua coluna semanal no site Nocaute, do jornalista Fernando Morais, publicada nesta sexta-feira (12), o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim comentou a possibilidade de indicação do deputado federal e filho do presidente da República Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ao cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

“Há muitos aspectos tristes nesse processo. Primeiro, o nepotismo”, diz Amorim. “Nem sequer, digamos, ditaduras que tenham verniz se permitem a esse tipo de nomeação. Segundo, há também uma impropriedade diplomática. Você não anuncia a indicação de um embaixador sem antes pedir um agrément (consulta ao Estado receptor se este está de acordo com a indicação), se dá a chance a um governo junto ao qual o país será creditado de dizer se quer ou não quer receber, isso é prática universal. É claro que dada a natureza da relação entre os presidentes Bolsonaro e Trump se pode presumir que Trump vai aceitar de bom grado, mas de qualquer maneira é uma praxe diplomática que está sendo quebrada, e não é bom.”

Amorim destaca, como terceiro aspecto, o fato de Eduardo Bolsonaro ter demonstrado um comprometimento político explícito com o atual mandatário norte-americano. “Também uma coisa que surpreende é que (Eduardo Bolsonaro) é uma pessoa que usou o boné (de Trump). Verdade que é o presidente atual, mas daqui a um ano tem eleição nos Estados Unidos. Como será?”, pergunta.

Ele também comparou a possível indicação com a praxe diplomática adotada durante os governos do PT. “É muito comum se ouvir que o presidente Lula e o PT iam aparelhar o Itamaraty. A tradição sempre foi que a grande maioria dos postos de embaixador era preenchida por funcionários de carreira, mas sempre houve exceções, até o primeiro mandato do Lula houve três, acho. Mas no segundo mandato de Lula, pela primeira vez na história, todos os embaixadores brasileiros tinham feito concurso do Instituto Rio Branco, eram todos diplomatas de carreira. Veja bem o que é ‘aparelhamento’: esse (Bolsonaro) coloca o filho, o Lula não nomeou nenhum político como embaixador.”

Veja o vídeo e o texto completo na Rede Brasil Atual


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