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No rastro do crime ambiental nas praias do Nordeste
05 de julho de 2019, 12h13

Chamado de “traidor”, líder do governo promete nova emenda para suavizar regras a policiais na Previdência

Bancada do PSL foi alvo de forte pressão de policiais para que as regras para a categoria fossem flexibilizadas; Major Vitor Hugo (PSL-GO) promete reapresentar emendas quando texto for votado em Plenário

Líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO). Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Após ser chamado de traidor por policiais que protestavam no Congresso contra regras mais suaves na Reforma da Previdência de Jair Bolsonaro, o líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO) afirmou nesta sexta-feira (5) em entrevista à CBN que o governo não desistiu e deve apresentar em plenário emendas para flexibilizar as regras de aposentadoria de agentes de segurança mantidos pela União.

Durante a votação dos destaques, nessa quinta manifestantes com adesivos da União dos Policiais do Brasil (UPB) chamaram Hugo e a líder do Governo no Congresso, Joice Hasselmann, de “traidores”. A categoria é próxima do bolsonarismo e esperava da bancada do PSL algum bônus em relação às novas regras.

Conforme noticiou o blog nessa quinta, deputados rejeitaram emenda que igualava regras dos profissionais de segurança pública ao das forças armadas. Outro destaque que tentava alterar as regras para professores também foi derrotado na Comissão Especial da Câmara.

“O que nós vamos fazer agora é tentar viabilizar um acordo. Não vamos arriscar a aprovação da reforma, mas se conseguirmos chegar no meio termo de todos os partidos que querem aprovar a nova Previdência, nós vamos tentar uma das estratégias que o regimento permite, mas se houver possibilidade de consenso. Se isso não acontecer, infelizmente, vamos ter que tentar rever isso em outro momento”, disse o deputado, acrescentando que a estratégia ainda não está traçada, porque depende da solução que for encontrada.

Um dos destaques rejeitados previa uma regra de transição para policiais federais, policiais rodoviários federais, policiais civis, guardas municipais, agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e agentes de trânsito.

Pela proposta, seria cobrado um “pedágio” de 17% sobre o tempo de contribuição que faltaria para se aposentar segundo as regras atuais. O texto também definia uma idade mínima menor para essas categorias, de 55 anos para homem e 52 para mulheres (para a população em geral, a reforma estipula mínimo de 65 anos, para homens, e 62, para mulheres).

A proposta foi rejeitada, com 31 votos contrários e 17 favoráveis

Em café da manhã com a bancada ruralista no Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro fez um novo apelo para que sejam incluídas na reforma da Previdência regras mais brandas para policiais federais e rodoviários. Para professores e demais categorias, até agora nenhuma defesa especial por parte do presidente.

A incoerência de Bolsonaro em defender apenas a uma categoria o fez receber duras críticas na comissão da Previdência, como a do deputado Ivan Valente (PSOL-SP), que o chamou de “cínico“.

“O sr. Jair Bolsonaro acaba de dizer na Folha de S. Paulo que errou a não ter colocado regras mais brandas policiais. E os professores? E os milhões de trabalhadores do regime geral? Ele só errou com os policiais? Cínico, Bolsonaro é um sínico!”, questionou Valente.

Vitor Hugo evitou falar se o governo já tem os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência no plenário da Câmara. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, disse que a votação do texto no plenário pode ocorrer a partir da próxima terça, (9).


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