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15 de janeiro de 2020, 17h04

Chefe da Secom diz que a Folha o usou como “bode expiatório” para atacar Bolsonaro

Ele ainda chamou de “mentira absurda” a reportagem

Foto: Facebook

O chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), Fabio Wajngarten, chamou de “mentira absurda” a acusação da reportagem da Folha desta quarta-feira (15), de receber, por meio de uma empresa da qual é sócio, dinheiro de emissoras de TV e de agências de publicidade contratadas pela sua própria secretaria, além de ministérios e estatais do governo Jair Bolsonaro.

Wajngarten afirma em uma sequência no Twitter, nesta quarta-feira, que a reportagem da Folha o usou como “bode expiatório” para atacar mais uma vez o governo do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido).

De acordo com Wajngarten, “todos os contratos são anteriores ao meu ingresso na SECOM, e não sofreram qualquer reajuste ou ampliação. Ainda, a Lei 8.112/90 garante que basta nos afastarmos da administração da empresa para que ocupemos um cargo público. Alertei ao suposto jornal, mas ELES ESCOLHERAM MENTIR!”.

A Folha, no entanto, confirmou que a sua empresa, a FW tem contratos com ao menos cinco empresas que recebem do governo, entre elas a Band e a Record, cujas participações na verba publicitária da Secom vêm crescendo.

Ele mesmo, em entrevista ao jornal, confirmou ter hoje negócios com as duas emissoras. Ele informou os valores, justificando que os contratos têm cláusulas de confidencialidade.

A legislação, de acordo com o jornal, proíbe que integrantes da cúpula do governo mantenham transações comerciais com pessoas físicas ou jurídicas que possam ser afetadas por suas decisões. A prática implica conflito de interesses e pode configurar ato de improbidade administrativa, demonstrado o benefício indevido. Entre as penalidades previstas está a demissão do agente público.


 

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