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26 de outubro de 2018, 19h41

Editora do Jornal da Record se demite e anuncia voto em Haddad

Luciana Barcellos afirma que o que está em jogo é a democracia e que votar em Fernando Haddad “é defender o nosso direito de seguir em frente. E pra nós, jornalistas, votar no Haddad é também defender o direito de exercer livremente a profissão”

Foto: Reprodução/Facebook

Depois que o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (SJSP) divulgou que informações de que os profissionais de imprensa da TV Record, do Bispo Edir Macedo, estão sendo pressionados pela direção, no sentido de produzir noticiário parcial, em favor do candidato Jair Bolsonaro (PSL), a jornalista Luciana Barcellos pediu demissão de seu cargo de chefe de redação do Jornal da Record. Além disso, nesta sexta-feira (26), ela anunciou seu voto em Fernando Haddad em uma postagem nas redes sociais.

Ela não revela a razão de sua demissão, mas diz que Haddad não foi sua opção no primeiro turno e que votar no candidato neste domingo “não é assinar cheque em branco para o PT, não é isentar o PT da responsabilidade de não ter feito a autocrítica. É defender o nosso direito de seguir em frente. E pra nós, jornalistas, votar no Haddad é também defender o direito de exercer livremente a profissão”.

“Ninguém é racista ou homofóbico só da boca pra fora. Ninguém defende tortura só porque é ‘meio doido’. “Não existe fascismo ‘light’”, critica ainda Luciana. Em outro post, do dia 20 de outubro, ela fala sobre o pedido de demissão, agradecendo aos colegas de trabalho. “A decisão de pedir desligamento não foi das mais fáceis. Mas a vida às vezes exige que a gente assuma riscos”.

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