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31 de julho de 2019, 10h21

Chico Buarque: graças ao The Intercept a gente sabe que tipo de diferença Moro andou fazendo nas sombras

“Claro que sempre haverá quem diga: ‘o Lula tá preso, babaca’..., mas eu, dentro da minha babaquice quero prestar minha homenagem e minha solidariedade aos jornalistas do Intercept, especialmente a Glenn Greenwald pelas ameaças que ele vem sofrendo do Bolsonaro, de ‘pegar uma cana’ e do ministro Moro de ser deportado”, encerrou

Foto: Reprodução

O cantor, compositor e escritor Chico Buarque declarou que é graças às denúncias do The Intercept que a gente sabe hoje o “que se armou por baixo dos panos pelos grandes órgãos de comunicação exaltando seus heróis, juízes e procuradores. Chico lembrou que “o juiz Sérgio Moro, por exemplo, foi eleito o homem do ano, o homem que faz a diferença e hoje a gente sabe que tipo de diferença ele andou fazendo nas sombras”, disse.

A declaração de Chico Buarque foi no ato em solidariedade ao jornalista Glenn Greenwald, editor do site The Intercept Brasil, que aconteceu na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, na noite desta terça-feira (30).

Pego de surpresa, pois não estava prevista a sua fala, Chico afirmou ter “certa dificuldade de organizar meus pensamentos diante da enxurrada de barbaridades que a gente vê e ouve todo dia, a cada vez que Bolsonaro e seus ministros abrem a boca”.

O escritor lembrou que “a gente se pergunta sempre por que e como viemos parar nisso e é por isso que as revelações das matérias do Intercept são tão importantes. Nada que a gente não pudesse imaginar antes, mas agora fica explícito pra quem quiser ver e aprender o quanto se armou, o quanto se tramou pra eleger esse governo”, advertiu.

Chico Buarque também citou o papel dos grandes órgãos de imprensa em todo o processo: “O que se armou por baixo dos panos pelos grandes órgãos de comunicação exaltando seus heróis, juízes e procuradores. O juiz Sérgio Moro, por exemplo, foi eleito o homem do ano, o homem que faz a diferença e hoje a gente sabe que tipo de diferença ele andou fazendo nas sombras”.

Ao final, o compositor usou de ironia e afirmou: “Claro que sempre haverá quem diga: ‘o Lula tá preso, babaca’, ‘a Dilma caiu, babaca’, ‘o Haddad perdeu, babaca’, mas eu, dentro da minha babaquice quero prestar minha homenagem e minha solidariedade aos jornalistas do Intercept, especialmente a Glenn Greenwald pelas ameaças que ele vem sofrendo do Bolsonaro, de ‘pegar uma cana’ e do ministro Moro, de ser deportado”, encerrou.

 

 


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