CIDH critica uso da TV Brasil para “proselitismo político e religioso” de Bolsonaro

A emissora exibiu uma cerimônia religiosa em que o presidente foi chamado de "libertador"

O relator Especial para a Liberdade de Expressão da Corte Interamericana dos Direitos Humanos (CIDH), Edison Lanza, fez uma publicação em suas redes sociais nesta segunda-feira (13) criticando o uso da TV Brasil por parte do presidente Jair Bolsonaro para proselitismo político e religioso.

“Um continente que não aprende com os erros é condenado a repetir suas tragédias. A TV pública do Brasil transformou-se em um espaço para proselitismo político e religioso. O uso sectário e longe do interesse público da mídia pública deve ser banido com garantias legais”, escreveu no Twitter.

Lanza comentava sobre a transmissão ao vivo de um culto de Páscoa que contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro. “Neste momento, a TV Brasil está transmitindo um culto ao vivo. O pastor que fala agora está chamando Bolsonaro de ‘libertador’ e criticando a quarentena contra o coronavírus”, escreveu o jornalista Daniel Cassol ao criticar a cena no domingo.

A cerimônia foi transmitida na TV Brasil 2, criada por Bolsonaro para substituir a TV Nacional do Brasil (NBR). A NBR focava nas ações governamentais enquanto a TV Brasil se mantinha como TV pública. O presidente decidiu “fundir” as duas emissoras, afetando o caráter público do canal criado em 2007.

“Deixo com o pessoal que batia diariamente na ‘TV do Lula’. Nunca nada perto de parecido aconteceu”, disse ainda Cassol.

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Redação

Direto da Redação da Revista Fórum.

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