Clube Militar embasa nota da Maçonaria pedindo que Bolsonaro vete fundão

Em nota de repúdio, a instituição maçônica Grande Oriente do Brasil pede aos "irmãos" que "movimentem suas bases políticas e partidos para que, uma vez vetado, seja efetivamente mantido o veto, evitando a sua derrubada por Congressistas insensíveis aos problemas enfrentados no Brasil"

O Clube Militar do Rio de Janeiro, uma das principais agremiações da caserna, embasou em seu site uma nota em que instituição maçônica Grande Oriente do Brasil pede para Jair Bolsonaro (sem partido) vetar o reajuste do fundo eleitoral e conclama “todos nossos irmãos” para que “movimentem suas bases políticas e partidos para que, uma vez vetado, seja efetivamente MANTIDO O VETO, evitando a sua derrubada por Congressistas insensíveis aos problemas enfrentados no Brasil”.

“O Clube Militar, postando acima a Nota de Repúdio do Grande Oriente do Brasil, presta seu apoio a essa tradicional e honrada Instituição nesse momento crítico de nossa História pátria. São posicionamentos como esse que hão de levar o nosso País ao seu verdadeiro lugar no cenário mundial”, diz o texto assinado pelo Clube Militar ao fim da nota.

No documento em que pede o veto ao aumento do fundão de R$ 1,8 bi para R$ 5,7 bi, os maçons dizem que o “nosso Congresso Nacional, de forma sorrateira e irresponsável, buscou se aproveitar do momento de instabilidade política e de crise sanitária para aprovar esse aumento imoral em desrespeito à Sociedade, demostrando que nossa classe política ainda tem muito a evoluir no sentido humanitário, serve a presente para registrar o REPÚDIO e a NÃO ACEITAÇÃO do Grande Oriente do Brasil em face desse evidente e acintoso abuso contra nossa população (SIC)”.

“Diante disso, solicitamos ao Presidente da República, que faça valer sua prerrogativa constitucional e VETE o aumento por contrariedade ao interesse público”, segue o texto.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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