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16 de julho de 2019, 16h19

CNMP dá dez dias para que Dallagnol e Pozzobon se expliquem sobre palestras

"Tais palestras teriam se dado em parceria com empresas privadas, com quem dividiram os valores", diz o despacho da CNMP

Foto: Montagem

De acordo com decisão de Orlando Rochadel Moreira, na tarde desta terça-feira (16), a Corregedoria Nacional do Ministério Público vai investigar as palestras dadas pelo procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol. A decisão baseia-se em uma representação do PT encaminhada ao Conselho Nacional do Ministério Público.

O texto determina a instauração de reclamação disciplinar e dá prazo de dez dias para que Dallagnol e seu colega de força-tarefa da Lava Jato, Roberson Pozzobon, se manifestem sobre o assunto.

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O despacho cita as mensagens trocadas entre os membros da força-tarefa da Lava Jato que “revelariam que os citados teriam se articulado para obter lucro mediante a realização de palestras pagas e obtidas com o uso de seus cargos públicos”. “Tais palestras teriam se dado em parceria com empresas privadas, com quem dividiram os valores”, diz o documento.

Novas mensagens obtidas pelo The Intercept Brasil e analisadas em conjunto com a Folha revelam que o procurador da República, Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, montou um plano de negócios de eventos e palestras para lucrar com a fama e contatos obtidos durante as investigações do caso de corrupção.

Veja também:  Ministros do STF já tratam como "crimes" revelações feitas pela Vaza Jato

A justificativa da iniciativa foi apresentada por Deltan em um diálogo com a mulher dele. “Vamos organizar congressos e eventos e lucrar, ok? É um bom jeito de aproveitar nosso networking e visibilidade”, escreveu.

As informações são da coluna de Mônica Bergamo


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