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30 de janeiro de 2020, 08h31

Collor comemora revolução cubana e defende Mais Médicos

O programa Mais Médicos foi dizimado por Bolsonaro antes mesmo de sua posse

Foto: Antônio Cruz/EBC/FotosPúblicas

O senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PROS-AL) participou das comemorações dos 61 anos da revolução, nesta terça (28), na embaixada de Cuba em Brasília.

Na ocasião, Collor disse aos cubanos que é contra a ideologia na política externa e defendeu o programa Mais Médicos.

Já no lado oposto, a deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF), que pretende criar uma CPI para investigar investimentos, empréstimos e repasses bilionários do Brasil a Cuba nos governos de Lula e Dilma Rousseff, foi procurada por autoridades americanas.

O objetivo foi trocar informações sobre o Mais Médicos e também sobre investimentos feitos pelo Brasil em Cuba durante os governos do PT.

Mais Médicos

O programa Mais Médicos foi dizimado pelo presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) antes mesmo de sua posse. O governo de Cuba comunicou, ainda em novembro de 2018, sua retirada do programa devido a declarações “ameaçadoras e depreciativas” do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou modificações “inaceitáveis” no projeto.

Com a decisão, milhares de médicos cubanos que trabalham no Brasil voltaram para a ilha. “Diante dessa realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa ‘Mais Médicos’, anunciou o ministério cubano, que comunicou ter informado o governo brasileiro.

Médico pela primeira vez

O Mais Médicos contava com 18.240 profissionais espalhados por 4.058 municípios, cerca de 73% do total de cidades brasileiras. Mais de 700 delas tiveram um médico pela primeira vez a partir do programa. Cuba respondia por 45% dos profissionais do programa, ou seja, 8.500 médicos.

Padilha

De acordo com texto do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, responsável pela criação do programa, publicado nesta Fórum, o “Mais Médicos foi aprovado pelo Congresso Nacional, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Tribunal de Contas da União (TCU) e OMS. Apesar disso, quando deputado federal, o agora presidente, votou contra o programa e o questionou no STF.

“O termo de cooperação com Cuba se sucedeu após editais sucessivos priorizando médicos brasileiros que não preencheram as vagas nas áreas mais vulneráveis do país. Em cinco anos de cooperação, mais de 20 mil médicos cubanos especialistas em medicina da família atenderam brasileiros e brasileiras.

“Pesquisas internacionais e da OMS comprovaram que os médicos cubanos colaboraram na ampliação do atendimento, na redução da mortalidade infantil e a internação por doenças crônicas, sem nenhum deles entrar em listas de erro médico.”

Com informações do Painel, da Folha

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