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18 de fevereiro de 2019, 08h01

Colunista da Folha diz que Bolsonaro pode cair “até o Carnaval” se desistir de Guedes, Moro e Militares

Para Celso Rocha de Barros, "é difícil imaginar quatro anos de um governo como o da semana passada. Ou não será como na semana passada, ou não durará quatro anos"

Bolsonaro, Moro e Guedes (Montagem/Divulgação)

O sociólogo Celso Rocha de Barros afirmou, em sua coluna na Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (18), que o Jair Bolsonaro (PSL) pode deixar a presidência até o Carnaval caso desista dos ministros Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça) e do apoio do braço militar no Planalto.

“Bolsonaro precisa se perguntar se vale a pena estar cercado de gente leal em um governo fraco. Porque se ele desistir de Guedes, Moro e, especialmente, dos generais, não chega o Carnaval”, diz o Rocha de Barros, ao ressaltar que o campo ideológico do governo, capitaneado pelo guru Olavo de Carvalho venceu a briga na inevitável demissão do secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno.

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Segundo o sociólogo, Carlos representa o “Bolsonarismo das redes, a turma do Olavo”, enquanto Bebianno liderava o grupo que defende “certa institucionalização do bolsonarismo”. “Estão nesse grupo Rodrigo Maia, recém-eleito presidente da Câmara, o vice-presidente Hamilton Mourão, a deputada Janaina Paschoal e toda a turma que está preocupada com a aprovação da reforma da Previdência”.

“Os olavistas, ao que parece, venceram a briga. A previsão é que Bebianno será demitido hoje. Perderam Maia, Guedes, Paschoal e Mourão. O problema é o seguinte: Bebianno estava articulando com o Congresso pelas reformas. O governo já havia desistido sem maiores resistências do discurso “nova política”. Muita gente estava de olho na distribuição das direções do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) nos estados. O segundo escalão dos ministérios estava sendo distribuído aos aliados como sempre foi, para que os aliados fizessem o que sempre fizeram”, relata.

Para Rocha de Barros, “é difícil imaginar quatro anos de um governo como o da semana passada. Ou não será como na semana passada, ou não durará quatro anos”.

Leia a coluna na íntegra.

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