Com 4 mil mortes diárias, Bolsonaro diz para “não chorar o leite derramado”: “Qual país não morre gente?”

O presidente voltou a dizer que estão usando a pandemia para tentar derrubá-lo

Acusado de promover um genocídio no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro voltou a minimizar as mortes causadas pela pandemia de Covid-19 durante discurso feito na cerimônia de posse do novo Diretor-Geral brasileiro da Itaipu Binacional, General João Francisco Ferreira, em Foz do Iguaçu (PR).

“O que faltava no Brasil? Faltava acreditar. Não vamos chorar o leite derramado. Estamos passando ainda por uma pandemia que, em parte, é usada politicamente. Não para derrotar o vírus, mas para tentar derrubar o presidente”, declarou.

“Todos nós somos responsáveis pelo que acontece no Brasil. Em qual país do mundo não morre gente? Infelizmente, morre gente em tudo que é lugar. Queremos é minimizar esse problema”, completou. Na sequência, o presidente voltou a defender tratamento cuja eficácia não tem comprovação contra a Covid-19.

A declaração do presidente acontece em meio ao momento mais duro da pandemia, com mais de 4 mil mortes diárias sendo registradas na terça-feira (7), segundo dados do Conass. Na ocasião, o Brasil teve mais mortes por Covid que os 10 países mais afetados pela pandemia somados.

Nas últimas 24h, foram 3.829 novos óbitos. No total, 340.776 pessoas já perderam a vida para a doença no país.

Assista, a partir do minuto 57:

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Lucas Rocha

Jornalista da Sucursal do Rio de Janeiro da Fórum.