Entrevista exclusiva com Lula
22 de junho de 2019, 07h53

Com amigo de infância na Secretaria-Geral, Carlos e Eduardo Bolsonaro chegam à cúpula do governo

Nomeado na esteira da queda do general Santos Cruz, o ex-PM Jorge Antonio de Oliveira Francisco foi assessor de Eduardo Bolsonaro. Carlos lembrou os "antigos laços" para parabenizar o amigo: "Bom trabalho nessa guerra e cuidado sempre com os maus"

Ex-PM Jorge Antonio de Oliveira Francisco com Bolsonaro e os amigos de infância, Carlos e Eduardo (Montagem)

A nomeação do PM da reserva Jorge Antonio de Oliveira Francisco para a Secretaria-Geral da Presidência levou definitivamente os filhos 02 e 03 de Jair Bolsonaro para a cúpula do governo.

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O novo ministro é amigo de infância de Eduardo e Carlos, que inclusive se hospedava com Francisco quando ia visitar o pai em Brasília, segundo a coluna Painel, de Daniela Lima, na edição deste sábado (22) da Folha de S.Paulo.

Pelo Twitter, Carlos – que foi o pivô da queda do general Santos Cruz da Secretária de Governo, que resultou na transferência de Floriano Peixoto da Secretaria-Geral da Presidência – comemorou enfaticamente o cargo dado ao amigo, lembrando os “antigos laços”.

“Mesmo distante sinto uma grande satisfação em ver o grande ser humano Jorge Antonio de Oliveira assumindo a Secretaria-Geral da Presidência. As razões sempre estiveram em nossos antigos laços. Bom trabalho nessa guerra e cuidado sempre com os maus!”, tuitou.

Doações de campanha
Antes de assumir a função no governo, Oliveira era assessor do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) na Câmara. A relação com a família Bolsonaro é longa. O pai do atual subchefe assessorou o presidente por mais de 20 anos na Casa.

O pai do novo ministro, Jorge Francisco, apoiou campanhas de Flávio, Carlos e Eduardo. Ele, que trabalhou por 20 anos com Bolsonaro, doou R$ 15 mil para Carlos em 2012, e outros R$ 2,5 mil em 2016, segundo o TSE.

Eduardo recebeu, de acordo com a prestação de contas,R$ 11 mil do ex-chefe de gabinete do pai. Flávio também contou com recursos dele em 2002. Jorge Francisco morreu de infarto em abril de 2018. Na época, o então candidato cancelou agenda para velar o amigo.


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