Seja #sóciofórum. Clique aqui e saiba como
15 de julho de 2019, 10h18

Com bloqueio de verbas, universidades federais cancelam bolsas, suspendem transportes e fecham restaurantes

O corte de 35% dos recursos de custeio decretado pelo governo Jair Bolsonaro no início de maio já causa reflexo na vida de estudantes e na infraestrutura das universidades federais, que encontram dificuldades até mesmo para pagamento de contas de água e luz

Foto: Reprodução

O corte de 35% das verbas de custeio decretado pelo governo Jair Bolsonaro no início de maio já causa reflexo na vida de estudantes e na infraestrutura das universidades federais, que encontram dificuldades até mesmo para pagamento de contas de água e luz.

Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo

Reportagem de Júlia Marques, Tulio Kruse e Fábio Bispo, no jornal O Estado de S.Paulo desta segunda-feira (15), mostra que o bloqueio dos recursos feito pelo ministro Abraham Weintraub tem causado dificuldades para as instituições pagarem funcionários nas áreas de segurança e limpeza.

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) suspendeu o programa de intercâmbio dos alunos e restringiu viagens viagens para cidades a mais 300 km de distância. Neste mês, os serviços do restaurante universitário foram suspensos.

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está revendo contratos com terceirizadas e suspendeu passagens e diárias para cursos e eventos, a não ser em casos extremos. Em junho, a universidade anunciou a suspensão dos programas de mobilidade internacional por causa do contingenciamento. Intercâmbios para o ano de 2020 também não serão liberados até que os bloqueios sejam revistos.

Na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) três ônibus que faziam o trajeto entre as unidades de Diadema quebraram e a frota não foi recomposta. Audiências públicas serão realizadas pela universidade em agosto para informar estudantes e professores sobre o impacto dos cortes.

Na Universidade Federal de Goiás (UFG), há incômodo com a infraestrutura. Sem poda, o mato alto cria insegurança e a redução de vigias aumenta o risco de furtos. A UFG admite atrasos no pagamento de prestadores de serviço e, para economizar, recomendou até desligar o ar-condicionado durante a manhã e à noite.

Leia a reportagem na íntegra


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum