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04 de novembro de 2019, 18h14

Com Bolsonaro, a Globo prova de seu próprio veneno

A armação de Bolsonaro contra a "vênus platinada" mostrou à família Marinho que as fake news e os porões das redes sociais são mais perversos e poderosos nos dias atuais que os canhões e a censura do DOI-CODI de outrora

Bolsonaro e a Globo (Reprodução)

A Globo foi fundada em 1965 em conluio com a estadunidense Time Life para se entrincheirar na guerra da comunicação para defender o golpe dado pela força das armas.

Representante maior dos interesses financeiro-transnacionais, a emissora da família Marinho se especializou em oferecer pão e circo de um lado, enquanto fazia a blitzkrieg política para abater adversários de quem servia.

Agindo nas sombras, influenciou diretamente a formação e a destituição de governos, criando fantasmas e minando a reputação daqueles que (in)surgissem em sua frente.

Aliou-se em parte e por conveniência ao governo Lula. Mas, logo foi cooptado pelo plano lavajatista “made in USA” de retomar a implosão neoliberal do Brasil, depois que o fracasso de FHC afastou qualquer chance de isso ocorrer pelas urnas.

Participou ativamente do golpe parlamentar que apeou Dilma do poder e jogou Lula numa cela, tirando dele qualquer chance de tornar-se novamente presidente – com áudio vazado por Moro, com o Supremo, com tudo.

Por isso, é cúmplice e sócia – ao menos na área econômica, que lhe interessa – do governo Bolsonaro.

A armação de Bolsonaro contra a “vênus platinada” mostrou à família Marinho que as fake news e os porões das redes sociais são mais perversos e poderosos nos dias atuais que os canhões e a censura do DOI-CODI de outrora.

Ainda saudosista contumaz da ditadura das armas, que a Globo já renegou em mea culpa recente, Bolsonaro escalou um exército nas trincheiras da comunicação para defender o golpe que caiu como uma luva para sua sanha ditatorial. E a armação em torno da reportagem sobre o porteiro fez com que Kamel e os Marinho provassem um pouco de seu próprio veneno.

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