sexta-feira, 18 set 2020
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Com cabides de empregos na Alesp, movimento Direita SP quer superar MBL

O movimento Direita SP, mais conservador e antagonista do MBL, aposta no distanciamento do grupo de Kim Kataguiri do presidente Jair Bolsonaro para crescer e despontar como uma grande força política. Para isso, o grupo se abriga nos cargos comissionados da Assembleia Legislativa de São Paulo, onde possui um deputado estadual.

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Sem pretender formar um partido próprio, o Direita SP aparece com grande proximidade do PSL, que dependia do MBL para organizar um bloco de juventude. Com um afastamento do movimento surgido nas manifestações do impeachment, o grupo de Douglas Garcia (PSL-SP) desponta como a nova juventude bolsonarista.

Surgido há 3 anos e com trabalho em 40 cidades, o Direita SP busca se expandir nacionalmente , segundo o Estado de S. Paulo. Nessa missão, se apoia no PSL e, principalmente, na ALESP. Segundo levantamento do jornal, pelo menos 16 integrantes do DSP ocupam funções na assembleia.

“O mandato é consequência do Direita SP. A coordenação [do movimento] trabalhou para isso. Obviamente, essas pessoas vão compor a assessoria”, disse Edson Salomão, que faz parte desses 16 e coordena o DSP.

Mais radical e mais agressivo, o grupo é seguidor ferrenho de Olavo de Carvalho e já chegou a enfrentar o MBL nas manifestações do dia 30, em defesa de Sérgio Moro. Segundo eles, o grupo se reafirma ocupando o espaço do MBL. “Há uma migração do MBL para o Direita SP que vem de muito tempo. Eles são liberais, preocupados com pautas econômicas. No campo de valores, como liberação das drogas, relativizam. Nós somos contra”, afirma Salomão.

“A partir do momento que nós nos expandirmos para nível nacional, acabou para o MBL. Eles vão quebrar”, diz Douglas Garcia. O DSP possui atualmente 1,5 mil filiados e 290 mil seguidores nas redes sociais.

Redação
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Direto da Redação da Revista Fórum.