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04 de novembro de 2019, 13h05

Com dois meses de atraso, Marinha monta operação de guerra para combater óleo nas praias do Nordeste

Desde o dia 2 de setembro, foram recolhidas mais de 1.000 toneladas de resíduos das praias do litoral nordestino, ao longo dos 2.250 quilômetros afetados pelo óleo

Voluntários atuam na limpeza das praias (Foto: Léo Domingos/Prefeitura do Cabo de Santo )Agostinho

Com mais de 60 dias de atraso, a Marinha montou uma verdadeira operação de guerra, com os dois maiores navios da corporação e mais de 2 mil pessoas – entre elas 670 fuzileiros navais – para tentar conter o avanço das manchas de petróleo que já atinge 314 localidade de 110 municípios do Nordeste brasileiro.

Um terceiro navio, uma fragata e seis aeronaves, além das duas embarcações, que partem do Rio de Janeiro, no entanto só devem chegar à região no próximo dia 10.

Desde o dia 2 de setembro, foram recolhidas mais de 1.000 toneladas de resíduos das praias do litoral nordestino, ao longo dos 2.250 quilômetros afetados pelo óleo.

No sábado (2), a Marinha endossou investigação da Polícia Federal que apontou um navio grego como suspeito do despejo.

Porém, cientistas são cautelosos e não confirmam a versão das autoridades. Há a possibilidade que o óleo tenha mais de uma origem, levando em consideração a quantidade de material encontrado e a extensão territorial atingida.

O Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (LAPIS) afirma que tinha conhecimento do vazamento de óleo deste navio, que ocorreu a cerca de 40 km do litoral do Rio Grande do Norte. A imagem analisada são de dois navios que passaram pelo local no dia 24 de julho.

Cerca de um terço das localidades atingidas pelo óleo no Nordeste chegaram a ser limpas, mas viram a poluição retornar ao menos uma vez. Ao todo, 83 praias e outras localidades tiveram a reincidência da contaminação.

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