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06 de fevereiro de 2019, 08h52

Com exoneração no Diário Oficial, ministro do Turismo diz que retorna à pasta após tomar posse como deputado

Deputado federal mais votado em Minas, Marcelo é acusado de usar mulheres em candidaturas laranjas no estado para direcionar verbas públicas de campanha

Foto: Gustavo Messina/MTur

Com publicação de sua exoneração assinada por Jair Bolsonaro e Sergio Moro no Diário Oficial da União desta quarta-feira (6), o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL/MG) publicou em sua conta no Twitter que deixou o comando da pasta para tomar posse na Câmara Federal. “Em tempos de fake news, importante avisar: hoje tomo posse na Câmara dos Deputados e amanhã retorno as atividades frente ao Ministério do Turismo”, tuitou.

Leia também: Ministro de Bolsonaro usou mulheres como candidatas laranjas para desviar recursos na eleição em MG

Deputado federal mais votado em Minas, Marcelo é acusado de patrocinar um esquema de candidaturas laranjas no estado que direcionou verbas públicas de campanha para empresas ligadas ao seu gabinete na Câmara.

Uma das mulheres, a professora aposentada Cleuzenir Barbosa, disse nesta terça-feira (5) ter sido ameaçada por dois assessores do ministro do Turismo e pediu asilo político para o SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) de Portugal.

“Não viria pra cá [Portugal] assim rapidamente se não fosse para poupar a nossa vida”, disse Cleuzenir que, em dezembro, afirmou ao Ministério Público que foi coagida por dois assessores do atual ministro a devolver R$ 50 mil dos R$ 60 mil de verba pública de campanha que havia recebido do PSL.

Com o esquema, o comando nacional do partido do PSL repassou R$ 279 mil a quatro candidatas, que tiveram pouco mais de 2 mil votos no Estado. O valor representa o percentual mínimo exigido pela Justiça Eleitoral (30%) para destinação do fundo eleitoral a mulheres candidatas.

Segundo a Folha de S.Paulo, dos R$ 279 mil repassados pelo PSL, ao menos R$ 85 mil foram parar oficialmente na conta de quatro empresas que são de assessores, parentes ou sócios de assessores do ex-ministro de Bolsonaro.

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