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16 de janeiro de 2020, 14h45

Com filas intermináveis no INSS, Bolsonaro autoriza venda do Dataprev

Presidente já anunciou que plano de demissão afetará 15% do quadro de servidores da estatal, que atualmente tem cerca de 3 mil funcionários

Foto: Sérgio Lima

O presidente Jair Bolsonaro incluiu mais uma estatal na esteira de privatizações de seu governo. Desta vez, entrou na mira neoliberal do ex-capitão o Dataprev, responsável pela tecnologia e processamento de dados da Previdência Social. Decreto foi publicada nesta quinta-feira (16) no Diário Oficial e ocorre em meio à crise nas filas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), principal cliente da nova estatal a ser privatizada.

Segundo relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) divulgado em março de 2018, o capital da empresa é de R$ 750 milhões, do qual a União detém participação de 51% e o INSS, 49%. A companhia conta atualmente com cerca de 3 mil funcionários.

O governo já havia anunciado a intenção de privatizar o Dataprev. O órgão anunciou na quarta-feira (8) um plano de demissão que afetará 15% do quadro de servidores da estatal. Ao todo, 493 funcionários serão dispensados.

O INSS atravessa um momento de colapso em seu atendimento. Dois milhões de brasileiros aguardam a aprovação de benefícios, como aposentadorias. Só no Ceará, são 97 mil cidadãos submetidos a análises que chegam a durar seis meses. Uma das soluções proposta por Bolsonaro foi de contratar 7 mil militares da reserva  para diminuir as filas.

 

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