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11 de setembro de 2019, 06h37

Com Lula preso, procuradores da Lava Jato colocam Dilma no foco das investigações

Investigações têm como base delações de Palocci. Acusações motivaram buscas na casa da ex-presidente da Petrobras, Graça Foster, e também miraram Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As mais recentes operações da Lava Jato, deflagradas em 23 de agosto e nesta terça-feira (10), colocaram na mira a ex-presidenta Dilma Rousseff. As investigações se concentram em pessoas ligadas a ela, além de tratar do financiamento das suas campanhas presidenciais, em 2010 e 2014. Enquanto investigações anteriores focavam no entorno de Lula, os principais alvos destas são pessoas próximas à ex-presidenta, evidenciando mais um capítulo de perseguição sem fim aos governos petistas.

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Batizada de Pentiti, a 64ª fase da Lava Jato foi uma referência às acusações do ex-ministro Antonio Palocci. Tais acusações motivaram buscas na casa da ex-presidente da Petrobras Graça Foster, nomeada em 2012 por Dilma, e também mirou Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda.

Ambos são acusados por Palocci de usar negócios da Petrobras para arrecadar fundos para a campanha de Dilma. Palocci afirmou ter sido informado por Lula que “entre Graça Foster e Guido Mantega havia um fluxo de informações permanentes, de modo que a então presidente da Petrobras passava listas de empresas que a estatal auxiliava ou que acabara de efetuar grandes pagamentos”.

Já a 65ª etapa levou à prisão nesta terça de Márcio Lobão. Segundo o MPF, ele e o pai, Edison Lobão, solicitaram e receberam propinas dos Grupos Estre e Odebrecht em R$ 50 milhões entre 2008 e 2014 e há indícios de que o filho do ex-senador permanecia praticando o crime de lavagem de dinheiro em 2019.

Edison Lobão e o filho Márcio Lobão já são réus na Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia aceita pela Justiça trata de crimes cometidos, segundo o MPF, entre 2011 e 2014, no valor de R$ 2,8 milhões, por intermédio da Odebrecht.

Com informações da reportagem de Wálter Nunes, publicada na edição desta quarta-feira (11) da Folha de S.Paulo

 


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