sábado, 26 set 2020
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Com o MEC paralisado, Vélez-Rodriguez vai a Bolsonaro para mais uma rodada de demissões

Com as atividades do Ministério da Educação (MEC) praticamente paralisadas desde que assumiu a pasta, Ricardo Vélez-Rodriguez submeteu a Jair Bolsonaro mais uma rodada de exonerações nesta segunda-feira (25). O pedido foi feito – e deve ser acatado por Bolsonaro – pois o ministro, indicado por Olavo de Carvalho, não tem mais autonomia para gerenciar os quadros do ministério.

A primeira baixa é na secretária de Educação Básica. Com o nome na lista, a engenheira e professora Tania Leme de Almeida pediu demissão do cargo após o ministro decidir não fazer a avaliação da alfabetização das crianças nos próximos dois anos.

A lista inclui ainda o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Marcus Vinicius Rodrigues.

Marcus Vinícius foi integrado à equipe da Educação graças ao cientista político Antonio Testa, demitido por Vélez pouco antes da posse. Ele, então, teria se mantido no grupo por intermédio do coronel Ricardo Wagner Roquetti, ex-diretor de programa da Secretaria Executiva do MEC e demitido a pedido do Bolsonaro.

As mudanças na pasta incluiriam ainda a exoneração de Marcelo Mendonça, assessor parlamentar do MEC, e a saída de Josie Priscila Pereira de Jesus da chefia de gabinete de Vélez. Ela, entretanto, seria remanejada para a TV Escola.

Na avaliação do governo, as novas exonerações seriam mais uma tentativa de Vélez se manter no cargo, cuja situação segue considerada “delicada”.

A disputa interna no MEC, que paralisa as atividades da pasta, já levou à demissão do secretário-executivo Luiz Tozi e a não nomeação dos dois anunciados por Vélez para substituí-lo: Rubens Barreto e Iolene Lima. A secretária de Educação Básica, Tânia Leme, é ligada a Tozi. Os dois foram do Centro Paula Souza, que gerencia escolas técnicas e a Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo.

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Redação
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