Com Pazuello, covid já atingiu mais da metade do Governo Bolsonaro

Considerada “gripezinha” meses atrás, doença já afetou 13 de 24 membros do governo, entre o próprio presidente e seus ministros. Último infectado, ministro da Saúde seguirá internado ao menos até domingo

Nesta sexta-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro chegou a dizer que a pandemia do coronavírus “já está acabando”, situação que é desmentida não só pelo número de óbitos que continua crescendo, e se aproxima tristemente dos 160 mil, como também pela realidade vivida pelo próprio governo.

Diagnosticado no dia 21 de outubro, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, é o 12º de 23 membros do governo a ser contagiado pela covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus – dado que considera as 23 pastas ministeriais existentes atualmente, sendo 17 ministérios, 2 secretarias e 4 órgãos equivalentes a ministérios.

Incluindo o próprio presidente Jair Bolsonaro, que sofreu com a doença entre o final de agosto e começo de setembro, podemos dizer que 13 das 24 figuras mais importantes do atual governo já pegaram covid.

Além de Bolsonaro e Pazuello, outras figuras que já tiveram covid são: Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Milton Ribeiro (Educação), Onyx Lorenzoni (Cidadania), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações), Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União), Braga Netto (Casa Civil), Jorge Oliveira (Secretaria Geral), Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) e Fabio Faria (Comunicações).

Último infectado, o ministro da Saúde foi internado em um hospital particular nesta sexta-feira (30), devido a um quadro de desidratação, segundo sua assessoria. Neste sábado, a mesma assessoria informou que ele seguirá internado ao menos até domingo, mas não entregou maiores informações sobre a evolução do seu estado de saúde, justificando a continuidade da internação novamente ao quadro de desidratação.

Avatar de Victor Farinelli

Victor Farinelli

Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos, há 15 anos é correspondente na Argentina (2004 e 2005) e no Chile (desde 2006).