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25 de novembro de 2018, 12h14

Com saída de cubanos do Mais Médicos, maior comunidade quilombola do Brasil ficam sem assistência

Cerca de 8 mil pessoas que vivem na região dos Kalungas, em Goiás, voltaram a ficar sem médicos após o fim parceria com Cuba.

(Casal da comunidade Kalunga - Foto: Rita Antunes/ Observatório Quilombola)

Isolados, mais de 8 mil quilombolas que recebiam o atendimento de profissionais cubanos do programa Mais Médicos em suas casas voltaram a ficar desassistidos. Segundo informações da edição deste domingo (25) do jornal O Globo, a maior comunidade quilombola do Brasil, na região dos Kalungas, em Goiás,  já se encontra sem atendimento médico.

A assistência médica, numa região acostumada ao esquecimento, deixou de existir nesta semana. As médicas cubanas deixaram a cidade de Teresina de Goiás depois da decisão do governo de Cuba de deixar o Mais Médicos, numa reação à ofensiva do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), contra o programa e os cubanos.

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As médicas de Teresina e da região voltaram a Cuba. E a realidade ali, de uma crônica inexistência de médicos, voltou a uma estaca zero. São 8 mil kalungas desassistidos. Uma parte deles está em quase completo isolamento, numa área de Cerrado fechado e tortuoso, com acessos em paus de arara.

O mesmo ocorreu em outros dois municípios responsáveis por comunidades kalungas. Cavalcante, a 20 quilômetros de Teresina, ficou sem duas médicas. As cubanas foram retiradas do programa. Restou um médico, brasileiro, que agora terá de atender à demanda da comunidade quilombola: serão 800 atendimentos a mais por mês.

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