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14 de agosto de 2019, 21h00

Com Tábata Amaral, maioria do PDT vota a favor de MP que libera trabalho aos domingos

O PDT não orientou sua bancada a votar contra a MP da Liberdade Econômica e viu 65% dos deputados votando a favor do projeto do governo

Foto: Reprodução/Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Depois de prometer expulsar os parlamentares que votaram a favor da reforma da Previdência, o PDT liberou sua bancada na Câmara para votar como quisesse sobre o texto da Medida Provisória (MP) da Liberdade Econômica, que afronta a CLT e libera trabalho aos domingos. Como resultado, 15 dos 23 deputados federais do partido de oposição, incluindo Tábata Amaral (PDT-SP), aderiram à proposta do governo Bolsonaro.

Na votação da Previdência, 9 deputados contrariaram a orientação partidária, votaram a favor da proposta de Guedes e foram suspensos pelo partido, perdendo vagas em comissões. Já na votação desta terça-feira (13), o partido não se posicionou contra a MP 881/19 e liberou a bancada. Quinze parlamentares pedetistas, então, acompanharam o governo.

Horas antes do texto ser apreciado pela Câmara, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi publicou no seu Twitter uma mensagem criticando a MP, mas essa indignação não se refletiu no posicionamento da bancada trabalhista. “Mais um duro golpe ao trabalhador pode ser aprovado hoje. A MP da Liberdade Econômica dificulta a fiscalização de abusos no trabalho. Focam na ‘desburocratização’ para encobrir um domínio cruel do patrão sobre o empregado. Uma manobra perversa”, declarou.

Nesta quarta-feira, foi a vez do líder do PDT no Senado, Weverton Rocha, criticar a MP aprovada na Câmara dizendo que ela representa mais uma retirada de direitos. “Se necessário for, tem que judicializar mesmo. Nós não podemos cair nessa pegadinha que dizer que isso é liberdade econômica. Não, isso é retirada de direitos e um atropelo que querem fazer na nossa legislação”, declarou.

O PDT chegou a apresentar um destaque que retirava do texto-base da MP a autorização de trabalho aos domingos e feriados, mas foi derrotado por 291 votos contrários.

Nas redes sociais, o partido, que se define como oposição propositiva, foi alvo de muitas críticas, remetendo inclusive a Leonel Brizola, uma das referências do PDT. “15 deputados votaram a favor do trabalhador folgar só um domingo por mês. Brizola jamais permaneceria nesse partido”, diz um dos comentários.

Traições no PSB

O PSB, ao contrário do PDT, orientou sua bancada a votar contra o projeto, mas viu 13 dos 33 parlamentares desrespeitarem a indicação. Foram dois a mais do que na votação da Previdência. Apenas PT, PSOL e PCdoB votaram integralmente contra o projeto de Guedes.

Confira como votou cada parlamentar do PDT:

Afonso Motta (RS) – Sim

Alex Santana (BA) – Sim

André Figueiredo (CE) – Não

Chico D`Angelo (RJ) – Não

Damião Feliciano (PB) – Não

Eduardo Bismarck (CE) – Sim

Fábio Henrique (SE) – Sim

Félix Mendonça Júnior (BA) – Sim

Flávio Nogueira (PI) – Sim

Gustavo Fruet (PR) – Sim

Idilvan Alencar (CE) – Não

Jesus Sérgio (AC) – Sim

Leônidas Cristino (CE) – Não

Mário Heringer (MG) – Sim

Marlon Santos (RS) – Sim

Paulo Ramos (RJ) – Não

Pompeo de Mattos (RS) – Sim

Robério Monteiro (CE) – Sim

Silvia Cristina (RO) – Sim

Subtenente Gonzaga (MG) – Sim

Tabata Amaral (SP) – Sim

Túlio Gadêlha (PE) – Não

Wolney Queiroz (PE) – Não


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