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17 de abril de 2019, 14h10

Com tiro na cabeça, ex-presidente do Peru, Alan García, se mata ao receber ordem de prisão no caso Odebrecht

A empreiteira já admitira em 2016 que havia pagado propinas na casa dos US$ 29 milhões entre 2005 e 2014 no país. Em sua declaração, na ocasião, a Odebrecht ressaltou que o Peru é o oitavo país com o qual chega a um acordo

Alan Garcia, ex-presidente do Peru (Reprodução)

O ex-presidente do Peru, Alan García, morreu nesta quarta-feira (17) cerca de três horas depois de ter atirado contra a própria cabeça diante de uma ordem de prisão preventiva sob a acusação de ter recebido propina da construtora brasileira Odebrecht.

“O presidente tomou a decisão de atirar em si mesmo”, disse a jornalistas o advogado de García, Erasmo Reyna, na porta do Hospital de Emergências Casimiro Ulloa, em Lima.

O secretário pessoal de García, Ricardo Pinedo, confirmou que o ex-presidente entrou em seu quarto depois de ser informado que um promotor batia à porta de sua casa, informou o jornal “La Republica”, de Lima.

Alan García governou o país por dois mandatos, o último de 2006 a 2011. A investigação sobre subornos da Odebrecht no Peru envolve também os ex-presidentes Alejandro Toledo (2001-2006), Ollanta Humala (2011-2016) e Pedro Pablo Kuczynski (2016-2018). Todos estão sob investigação do Ministério Público peruano. Kuczynski foi preso preventivamente por dez dias no início deste mês.

A empreiteira já admitira em 2016 que havia pagado propinas na casa dos US$ 29 milhões entre 2005 e 2014 no país. Em sua declaração, na ocasião, a Odebrecht ressaltou que o Peru é o oitavo país com o qual chega a um acordo. Negociações semelhantes ocorreram com o Brasil, os Estados Unidos, a Suíça, a República Dominicana, o Panamá, o Equador e a Guatemala.


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