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18 de abril de 2019, 15h39

Comandante classifica ação do Exército que fuzilou duas pessoas como fatalidade: “não é assassinato”

“A gente, para julgar o que aconteceu, tem que esperar as investigações”, declarou o general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira

Foto: CMSE/Divulgação

O comandante militar do Sudeste, general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, declarou nesta quinta-feira (18) que a ação de militares do Exército que fuzilaram duas pessoas inocentes com 80 tiros, no Rio de Janeiro, não foi assassinato.

“Houve uma fatalidade. O pessoal tem colocado assassinato, não é”, disse, em cerimônia do Dia do Exército, no Quartel General da Força em São Paulo. “Os soldados que estavam em missão na parte da manhã tinham sido emboscados. Quem como eu já esteve em uma situação dessa, de muita tensão, muito difícil… A gente, para julgar o que aconteceu, tem que esperar as investigações”.

As apurações indicam que os soldados confundiram o carro alvejado com um ocupado por bandidos que tinham atacado a tropa mais cedo. O músico Evaldo Rosa dos Santos, 51 anos, estava no veículo a caminho de um chá de bebê com a mulher, o filho de 7 anos, o sogro e um enteado. Ele morreu na frente da família.

Luciano Macedo, catador de materiais recicláveis que tentou ajudar as vítimas, também foi metralhado e morreu na madrugada desta quinta.

Situações difíceis

“Eu fui comandante das tropas no Haiti em 2012. Fiquei um ano comandando 19 países e situações extremamente graves: tiroteio quase todo dia… Posteriormente fui o responsável pela segurança da Copa do Mundo, e depois trabalhei junto ao ministro da Defesa na Olimpíada. São situações que a gente vivencia, extremamente difíceis e complexas… É uma fatalidade”, tentou justificar o comandante.

Com informações do UOL


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