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13 de março de 2019, 12h38

“Começou a matar muita gente”, diz aluno de escola atacada; mortos chegam a dez

Dentro da escola em Suzano, a polícia encontrou uma besta (um tipo de arco e flecha) e garrafas que aparentam ser coquetéis molotov. Há ainda uma mala com fios, e o esquadrão antibombas foi chamado

Alunos em frente à escola que sofreu ataque em Suzano (Reprodução/Twitter)

Em relato ao portal G1, o aluno Rosni Marcelo Grotliwed, de 15 anos, que estava na escola estadual Professor Raul Brasil durante o ataque de dois adolescentes encapuzados na manhã desta quarta-feira (13), relatou as cenas de terror vividas pelos colegas. Com mais duas mortes de adolescentes ocorridas no hospital, já chega a 10 o número de mortos, contando os dois atiradores, que se suicidaram. Outras 10 pessoas estão hospitalizadas, 2 em estado grave.

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“A gente estava na merenda e comendo normal e escutamos ‘três pipocos’ nisso tentamos correr para pular o muro do CEL. Os caras vieram atrás de nós e começou a matar muita gente. Mas o pente dele descarregou e foi na hora que a gente correu”, disse o estudante.

Quatro das vítimas que morreram no local são alunos do ensino médio. Outros dois adolescentes foram socorridos, mas morreram no hospital. Duas das vítimas são funcionárias da escola. O ataque ocorreu por volta das 9h30 desta quarta-feira (13).

Dentro da escola, a polícia encontrou uma besta (um tipo de arco e flecha) e garrafas que aparentam ser coquetéis molotov. Há ainda uma mala com fios, e o esquadrão antibombas foi chamado.

O governador João Doria chegou à escola em um helicóptero, acompanhado do secretário Estadual de Educação, Rossieli Soares da Silva, do secretário de Segurança, general João Camilo Pires de Campos, e do comandante da PM, o coronel Salles.

“Foi a cena mais triste que já assisti em toda a minha vida. Fico muito triste que um fato como este ocorra em São Paulo, ocorra no Brasil”, afirmou o governador.

“Iam matar todo mundo”
A comerciante Jozielma Soares dos Santos, de 48 anos, que trabalha numa oficina a cerca de 200 metros da Escola Estadual Professor Raul Brasil, relatou ao jornal Extra o pânico vivido por alunos. Segundo o relato de aluna abrigada por ela, os atiradores começaram o massacre logo após o sinal tocar, anunciando o início das aulas.

“Ela disse que eles diziam que iam matar todo o mundo, que iam jogar uma bomba. Alguns alunos se trancaram no refeitório, e outros fugiram pelo portão. O clima aqui está muito tenso, tem muitos pais chegando à escola par aprocurar os filhos”.

Uma das alunas que sobreviveu à tragédia disse que estava na cantina no momento do tiroteio. Ela relatou que conseguiu sobreviver após se esconder em um banheiro.

“Era o momento do intervalo, o pátio estava cheio. Eu estava na cantina na hora e consegui correr pro banheiro. Eles não falavam nada, não olhavam pra ninguém, apenas atiraram. Quando tentei passar pelo portão, vi alguns colegas já feridos no chão. Meu namorado foi pro hospital, com um tiro de raspão, mas não tenho mais informações além disso porque perdemos o contato. Um dos meninos já estava dentro da escola e o outro entrou. O que eu soube é que ele é aluno do 3º ano do ensino médio, mas eu não o conhecia”, disse, ao jornal O Globo.


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