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16 de junho de 2020, 10h52

Comércio tem queda de 16,8% em abril com isolamento social por coronavírus

Todos os setores registraram quedas. A maior delas se deu na área de vestuário e calçados, que despencou 60,6% frente ao mês anterior. É a maior retração econômica dos últimos 20 anos

Reabertura do comércio em Campinas, no interior de São Paulo (Foto: Carlos Bassan/Fotos Públicas)

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira (16) revelam que o comércio brasileiro despencou 16,8% em abril frente a março e em relação ao mesmo período de 2019 diante dos impactos da pandemia da Covid-19 no país.

Abril foi o primeiro mês que começou e terminou com medidas de distanciamento social em todo o país. Segundo IBGE, é o pior desempenho do setor desde o início da série histórica, que começou em janeiro de 2000.

Até setores essenciais, como hipermercados, supermercados e o setor de produtos alimentícios registrou forte queda, de cerca de 11,8%. Artigos Farmacêuticos, de perfumaria e cosméticos cairam 17%.

No comércio varejista ampliado, que inclui Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, o volume de vendas caiu 17,5% em relação a março, enquanto a média móvel foi -9,9%. Em relação a abril de 2019, o comércio varejista ampliado recuou -27,1%, queda recorde da série histórica iniciada em janeiro de 2004.

Na série com ajuste sazonal, na passagem de março para abril de 2020, houve quedas em todas as oito atividades pesquisadas: Tecidos, vestuário e calçados (-60,6%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-43,4%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-29,5%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-29,5%), Móveis e eletrodomésticos (-20,1%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-17,0%), Combustíveis e lubrificantes (-15,1%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-11,8%).


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