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08 de janeiro de 2020, 21h16

Como de praxe, Weintraub atropela língua portuguesa mais uma vez: “Imprecionante”

Criticado nas redes, o ministro decidiu apagar mensagem e fingir que nada aconteceu

Foto: Pedro França/Agência Senado

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, cometeu mais um deslize ortográfico em postagem feita no Twitter nesta quinta-feira (8). Ao agradecer um afago feito pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o chefe do MEC parece ter se emocionado e embarcado em mais uma gafe, impressionando os usuários do Twitter com um “imprecionante”.

Elogiado pelo filho do presidente por vídeo em que aparece ao lado do ministro Sérgio Moro – claramente desconfortável – anunciando uma parceria que vai destinar bolsas de estudo específicas para quem pesquisar sobre a questão da segurança pública, Weintraub parece ter ficado extremamente lisonjeado e esqueceu de fazer jus ao seu posto de ministro da Educação. Ele escreveu a palavra impressionante com a letra “C” no lugar de “SS”.

“Caro Eduardo Bolsonaro, agradeço seu apoio. Mais imprecionante: Não havia a área de pesquisa em Segurança Pública. Agora, pesquisadores em mestrados, doutorados e pós doutorados poderão receber bolsas para pesquisar temas, como mencionado por ti, que gerem redução da criminalidade”, afirmou Weintraub. A mensagem foi apagada logo em seguida, como se nunca tivesse existido.

Para além do erro gramatical, a mensagem de Weintraub traz também mais uma das falácias bolsonaristas. Em uma simples pesquisa ao portal Lattes, do CNPq, por estudiosos que tratem de temas sobre segurança pública, é possível encontrar mais de 50 mil correspondências. Para o termo “imprecionante”, no entanto, não houve resultados…

Outros tropeços

Não é a primeira vez que o ministro que pretende “limpar” livros didáticos escorrega no português. Em postagem feita em dezembro, pouco antes de sair de férias de fim de ano, o chefe do MEC criticou “antessessores” em bate-boca com olavistas no Twitter. A inclusão do “ss” onde não devia virou motivo de piada entre os ex-aliados. Em agosto, o erro foi em documento oficial do Ministério: ele escreveu a palavra “paralisação” com “z” duas vezes em um mesmo ofício.

Reprodução/Twitter

 

Reprodução/Lattes

 

Reprodução/Lattes

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