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03 de setembro de 2019, 16h45

Contrariando decreto, Bolsonaro não vê problemas em dar carona em voos oficiais

Esposa do ministro das Relações Exteriores e parentes do presidente já utilizaram aeronaves do governo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No que depender do presidente da República os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) estarão sempre à disposição daqueles a quem ele julga necessário uma carona. Assim foi com a esposa do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e também com parentes do próprio Jair Bolsonaro, que utilizaram o helicóptero presidencial para ir ao casamento do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Em maio deste ano, a mulher de Ernesto Araújo passou férias em Paris e foi até a capital francesa em um voo da FAB que levava uma delegação do governo, incluindo o seu marido, para o encontro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ela também ficou hospedada junto com o marido em um hotel de luxo. Segundo o Itamaraty, apenas as despesas de alimentação foram custeadas pela esposa do ministro.

“Se um avião presidencial nosso vai para algum lugar a serviço, não vejo nada demais levar alguém no avião. Não vejo nada demais nisso aí. Agora, se está errado, se tiver alguma norma dizendo o contrário, eu vou conversar com ele”, argumentou Jair Bolsonaro.

Tentando justificar a ida dos seus parentes em um helicóptero oficial para a festa de casamento do filho, Bolsonaro disse que as pessoas não têm ideia da alegria que é quando alguém humilde anda em uma aeronave do governo.  “Você sabe o que é o prazer de uma pessoa humilde, pobre, entrar em um helicóptero presidencial? Eu tenho levado de vez em quando pessoas em carona no avião”.

De acordo com decreto 4.244/2002, os voos oficiais em aeronaves da FAB são somente para o transporte de vice-presidente, ministros do Estado, chefes dos três Poderes e das Forças Armadas, salvo nos casos em que há autorização especial do ministro da Defesa.


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