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15 de janeiro de 2020, 22h33

Corrupção na Secom: Wajngarten empregou irmão de administrador de sua empresa no gabinete

Samy Liberman ganhou cargo de confiança na Secretaria de Comunicação Social do governo Bolsonaro um mês após o irmão comandar empresa do chefe da Secom

Fabio Wajngarten e Bolsonaro (Reprodução/Youtube)

Acusado de montar esquema de corrupção na Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) através de benefícios à empresa FW Comunicação e Marketing, na qual era sócio majoritário, o secretário Fabio Wajngarten, chefe da pasta, tinha como “número 2” no gabinete o irmão de um alto funcionário da FW.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, Wajngarten nomeou em maio de 2019 o publicitário Samy Liberman como seu assessor. Ele começou como subsecretário de Comunicação Digital e depois chegou à Secretária-Adjunta de Comunicação Social.

Em abril, um mês antes de Samy chegar ao governo, seu irmão, Fabio Liberman, assumiu a administração da FW no lugar do chefe da Secom. A empresa oferece ao mercado um serviço conhecido como Controle da Concorrência

Após deixar o posto, Wajngarten passou a ser o principal sócio da FW. Ele tem 95% das cotas da empresa e sua mãe, Clara Wajngarten, outros 5%, segundo dados da Receita e da Junta Comercial de São Paulo.

Band e Record entre outras

Folha confirmou que a FW tem contratos com ao menos cinco empresas que recebem do governo, entre elas a Band e a Record, cujas participações na verba publicitária da Secom vêm crescendo.

O negócio, além de antiético, é ilegal. A legislação proíbe que integrantes da cúpula do governo mantenham transações comerciais com pessoas físicas ou jurídicas que possam ser afetadas por suas decisões. A prática implica conflito de interesses e pode configurar ato de improbidade administrativa, demonstrado o benefício indevido. Entre as penalidades previstas está a demissão do agente público.

Questionado pela Folha, Wajngarten confirmou ter hoje negócios com a Band e a Record. Ele não informou os valores, justificando que os contratos têm cláusulas de confidencialidade. “Todos os contratos existem há muitos anos e muito antes de sua ligação com o poder público”, afirmou, por meio de nota da Secom.

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