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25 de julho de 2018, 10h05

Corrupção tucana na Dersa derruba executivo da CCR

A CCR também negocia um acordo de leniência com MP-SP, no qual pretende contar que fez doação para o caixa dois da campanha de Alckmin, em 2010, no valor de R$ 5 milhões

(Foto: Divulgação)

O engenheiro Renato Alves Vale, 70, foi desligado do cargo de presidente da CCR por negócios considerados suspeitos pelo Ministério Público de São Paulo e também pela sua amizade com Paulo Vieira de Souza. Ele estava no cargo desde que a empresa foi fundada, há 20 anos.

A CCR chegou a ser a quinta maior empresa de concessões de infraestrutura do mundo, mas vem perdendo valor após um delator apontar que usava caixa dois. A saída de Vale, marcada para o dia 31/7, está ligada a uma estratégia de sanear a empresa.

Doação ilícita para Alckmin

A CCR também negocia um acordo de leniência com o Ministério Público de São Paulo no qual pretende contar que fez uma doação para o caixa dois da campanha do tucano Geraldo Alckmin em 2010, no valor de R$ 5 milhões, conforme a Folha revelou em maio.

O negócio suspeito feito pela CCR, segundo o Ministério Público, foi o uso do operador financeiro Adir Assad, que diz ter gerado R$ 46 milhões em caixa dois para a companhia. Empresas usam caixa dois para doar a políticos, corrompê-los em troca de favores ou para pagar bônus a seus diretores sem recolher impostos.

Leia mais sobre o assunto na Folha


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