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08 de dezembro de 2019, 21h18

Cortes em Bolsa Família podem deixar 400 mil famílias sem auxílio em 2020

Instituído pelo governo Lula em 2003, um dos principais programas sociais do país terá corte de 7,8% no próximo ano

Reprodução

Para 2020, o governo de Jair Bolsonaro prevê uma grave redução no orçamento dos mais importantes programas sociais do país, como o “Minha Casa, minha vida” e o Bolsa Família, instituído pelo governo Lula em 2003. Este último terá corte de 7,8%, fazendo com que cerca de 400 mil famílias deixem de ser atendidas no próximo ano.

Estimativa é do economista Francisco Menezes, consultor da Action Aid e do Ibase, em entrevista ao jornal Extra. Como agravante, o governo também discute a possibilidade de unificação do Bolsa Família, do salário-família e do abono salarial do PIS/Pasep.

Com este cenário, não há previsão de novas inclusões no Bolsa Família do próximo ano, ou até mesmo a manutenção das atuais 13,2 milhões de famílias contempladas. Até o mês de maio deste ano, a média de famílias que conseguiam o benefício era de 220 mil por mês. Em junho, no entanto, o número não passou de 2.500.

Além disso, o 13º salário, prometido pelo presidente Jair Bolsonaro durante a campanha, não deve ser pago em 2020. Isso é resultado dos cortes previstos na proposta orçamentária enviada pelo governo ao Congresso Nacional, que estima R$ 29,5 bilhões para o programa – redução de 7,8% em relação aos R$ 32 bilhões de 2019.


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