CPI: 71 devem ser indiciados, entre eles Bolsonaro, filhos e ministros, diz jornalista

Colunista de O Globo afirma que presidente deve ser acusado de 11 crimes no relatório da CPI. Outros membros do alto escalão do governo, da base aliada e empresários também estariam na lista

O colunista Bernardo Mello Franco, do diário conservador carioca O Globo, informou nesta segunda-feira (18) que o relatório final da CPI do Genocídio deve indiciar 71 pessoas, incluindo o presidente Jair Bolsonaro, seus três filhos mais velhos, ministros, ex-ministros, integrantes do governo, parlamentares de sua base e apoiadores, sobretudo empresários bolsonaristas.

De acordo com o jornalista, a decisão final sobre os nomes que serão formalmente acusados saiu ainda na noite de domingo (17) e foram definidos pelo relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), e sua equipe. Ainda na última sexta-feira (15), o Jornal Nacional, da Rede Globo, informou que o chefe do Executivo federal seria indiciado por crime de genocídio contra indígenas e crimes contra a humanidade, obrigando a envio do relatório ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, na Holanda, o que gerou fortes repercussões nas redes entre críticos e apoiadores do bolsonarismo.

Os três filhos do presidente da República, o senador Flávio, o deputado federal Eduardo e o vereador do Rio de Janeiro Carlos também estão na lista de indiciados, assim como quatro atuais ministros: Marcelo Queiroga (Saúde), Braga Netto (Defesa), Onyx Lorenzoni (Secretaria-Geral) e Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União).

Os ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores) também terão que responder na Justiça por crimes atribuídos a eles pela Comissão Parlamentar de Inquérito, assim como os empresários extremistas Luciano Hang, Carlos Wizard e Otavio Fakhoury.

Nos últimos dias, fontes indicaram já algumas versões para a lista de indiciados do relatório final, o que gerou inclusive discordâncias públicas por parte do presidente da Comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), em relação ao relator, uma vez que haveria nomes que, segundo Aziz, não deveriam ser acusados.

Renan Calheiros, por sua vez, afirmou que, até o momento, não recebeu pedidos formais para alterar o teor do documento e que estaria aberto ao diálogo até a hora da leitura do texto, marcado para a próxima quarta-feira (20).

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Henrique Rodrigues

Jornalista e professor de Literatura Brasileira.

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