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26 de setembro de 2019, 10h04

CPI das Fake News convoca responsáveis por fraude nas eleições de 2018

Uma das assessoras de Bolsonaro foi convocada para prestar esclarecimentos. Ela trabalhou durante as eleições na casa do empresário Paulo Marinho, apoiador do presidente que admitiu ter atuado no disparo de informações falsas

Foto: Isac Nóbrega/Presidência da República

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) das Fake News promoveu reunião nesta quarta-feira (25) para votar 86 requerimentos que questionam o mau uso da internet como ferramenta para propagar notícias falsas, principalmente no contexto das eleições de 2018. Foi convocada a assessora da Presidência da República para prestar esclarecimentos sobre a campanha de Jair Bolsonaro à presidência.

Por solicitação da deputada Natália Bonavides (PT-RN), Rebecca Félix da Silva Ribeiro teve que prestar esclarecimentos sobre o seu trabalho de coordenação de mídia e produção de conteúdo publicitário, realizado para a campanha de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018. Ela trabalhou durante a campanha na casa do empresário Paulo Marinho, apoiador de Bolsonaro, que admitiu em entrevista ter atuado no disparo de informações falsas.

Os 86 requerimentos foram votados em bloco e de forma simbólica. O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e deputados do PSL questionaram a medida e tentaram barrar a sessão, mas foram derrotados por decisões do presidente do colegiado, Angelo Coronel (PSD-BA), e da maioria dos colegas. Eles saíram da reunião prometendo entrar na Justiça contra a decisão.

Foram convocados também representantes das empresas de telefonia Nextel, Claro, Oi, Tim e Vivo e de empresas de marketing, entre elas a Deep Marketing, a SMS Market e a Yacows Marketing, as duas últimas também solicitadas pela deputada Natália Bonavides. Essas empresas foram citadas em reportagens que revelaram o envio em massa de mensagens por WhatsApp durante as eleições.

O representante do WhatsApp no Brasil também foi convocado pela CPMI, assim como os de Facebook, Twitter, Google e YouTube.

Com informações do Senado Notícias.


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