CPI do Genocídio: Depoimento de Pazuello é adiado para 19 de maio

O ministro tentou depôr por videoconferência, o que não foi aceito pelos senadores

O depoimento do general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as omissões do governo do presidente Jair Bolsonaro diante da pandemia de Covid-19, a chamada CPI do Genocídio, foi adiado para o dia 19 de maio em razão da possível exposição dele ao novo coronavírus. O ministro pediu para depôr por videoconferência, o que foi negado.

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Em razão do anúncio de que o ministro teve contato com pessoas infectadas, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), sugeriu o adiamento do depoimento para 19 de maio, o que garantiria um período de quarentena de 14 dias ao ex-ministro. A sugestão foi acatada pelos integrantes da comissão.

Pazuello e senadores governistas tentavam conseguir liberação para que ele desse seu depoimento por videoconferência, o que não foi aceito.

O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), chegou a sugerir que fosse realizado um teste PCR no ministro. “O ministro Pazuello não precisa ficar de quarentena; basta ele fazer o teste, o que seria já uma demonstração de boa vontade com a Comissão Parlamentar de Inquérito”, disse à coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Pazuello prestaria depoimento na quarta-feira (9). Em seu lugar, participará o ex-ministro Nelson Teich. Teich iria depôr nesta terça, mas teve participação adiada.

Com informações do G1

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Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e latino-americanista convicto, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum América Latina