CPI do Genocídio: relatório final será votado no fim de setembro

Nesta semana a comissão vai ouvir Danilo Trento, diretor da Precisa Medicamentos; ainda há dúvidas sobre a convocação da advogada Karina Kufa e do diretor da Prevent Senior, Pedro Batista Junior

A CPI do Genocídio deve apresentar o relatório final no dia 23 setembro e colocá-lo para votação no dia 28 do mesmo mês. A decisão foi tomada pela cúpula da comissão durante reunião virtual realizada neste domingo (12). A relatoria é do senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Se de um lado a data de entrega do relatório tem consenso, a convocação dos próximos depoentes divide a direção da CPI.

Há uma divergência se a advogada do presidente Jair Bolsonaro, Karina Kufa deve ser convocada. O presidente da Comissão, Omar Aziz (PSD-AM), é contra; por sua vez, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da Comissão, é favorável.

A convocação de Karina Kufa passou a ser cogitada depois que o nome dela apareceu em mensagem do celular do lobista Marconny Farias, que tratou de testes de Covid no Ministério da Saúde junto com Ricardo Santana, ex-secretário executivo da Anvisa.

O lobista Marconny foi apresentado a Santana durante um evento na casa de Karina Kufa. Ela nega qualquer relação com esquemas irregulares no Ministério da Saúde.

Além da dúvida sobre a convocação ou não da advogada, outro nome também divide a CPI: Pedro Batista Júnior, diretor-executivo da Prevent Senior e acusado de fazer um acordo com o governo federal para testar e disseminar o chamado “kit Covid”, sem eficácia comprovada, em pacientes da rede de hospital.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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