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02 de setembro de 2019, 11h48

Criticado internacionalmente, Bolsonaro diz que vai à ONU falar sobre a Amazônia “nem que seja de cadeira de rodas”

O presidente, que passará por uma cirurgia no próximo domingo (8), é alvo de críticas por conta de sua abordagem polêmica com à Amazônia. De acordo com o Inpe, as queimadas no bioma tiveram um avanço de 196% em agosto deste ano

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Em meio à grande crise de popularidade, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta segunda-feira (2) que participará da Assembleia-Geral da ONU “nem que seja de cadeiras de roda ou em uma maca”. O presidente, que será operado no próximo domingo (8) para corrigir uma hérnia, é alvo críticas nacionais e internacionais por conta de sua abordagem polêmica com relação aos incêndios e desmatamento na Amazônia.

“Eu vou comparecer à ONU nem que seja de cadeira de rodas, de maca, vou comparecer. Porque eu quero falar sobre a Amazônia. Mostrar para o mundo com bastante conhecimento, com patriotismo, falar sobre essa área ignorada por tantos governos que me antecederam”, afirmou Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada.

A assembleia está marcada para o dia 20 de setembro, em Nova York, e o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, já afirmou na semana passada que a Amazônia deverá ser um dos temas abordados. No país de Jair Bolsonaro, as queimadas no bioma Amazônia tiveram um avanço de 196% em agosto de 2019, atingindo nada menos do que 30.901 focos ativos, contra 10.421 em relação ao mesmo período de 2018. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional e Pesquisas Espaciais (Inpe), com base em imagens de satélite.

Uma das principais vozes contra a postura do governo foi a do presidente da França, Emmanuel Macron. Ele chegou a afirmar que Bolsonaro mentiu sobre compromissos com a preservação da floresta e com o acordo do clima de Paris, o que gerou uma guerra verbal entre os dois presidentes. Bolsonaro passou a utilizar o discurso patriota de que a Amazônia pertence ao Brasil e que só receberia ajuda financeira do G7 se Macron retirasse os insultos contra ele.

Apesar das tentativas de mostrar preocupação com a Amazônia, de acordo com o levantamento do Datafolha divulgado neste domingo (1), o presidente da França é visto como mais preparado para lidar com o problema do que Jair Bolsonaro.


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