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14 de setembro de 2019, 06h19

Cúpula da PF exige reação de Moro aos ataques de Bolsonaro à entidade

Enfraquecido no governo e com a corda no pescoço, Moro decidiu não se manifestar sobre o caso

Foto: Carolina Antunes/PR

A pressão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) sobre a Polícia Federal (PF), ameaçando trocar seu diretor-geral desencadeou uma disputa interna por cargos-chave e o temor de paralisação de setores do órgão.

A cúpula da entidade e superintendentes de unidades regionais cobram uma decisão do ministro da Justiça, Sergio Moro, que até agora não foi claro sobre o tema. A intenção é neutralizar a ação de Bolsonaro.

Moro vem sendo fritado publicamente por Bolsonaro. Já sofreu derrotas no Coaf, na Receita, na PGR e agora na PF. Questionado, ele decidiu não se manifestar sobre o caso e também deverá ser alvo de uma CPI sobre a Vaza Jato, que conta com a colaboração informal de parlamentares bolsonaristas.

A PF tem 27 superintendências, uma em cada estado e no Distrito Federal. A mudança em sua cúpula produziria um efeito dominó, com substituições nas chefias das superintendências regionais.

A indefinição sobre o futuro de Maurício Valeixo, de acordo com integrantes da alta hierarquia da PF, impacta a rotina das superintendências.

Investigadores avaliam que os trabalhos que estão em andamento continuam seguindo seu ritmo próprio, mas casos que estão para começar ficarão em compasso de espera.

No campo administrativo, novos projetos, como reformas, remoções e transferência de servidores já foram em certa medida afetados.

Em entrevista à Folha, Bolsonaro não negou que Anderson Torres, atual secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, seja o seu preferido para substituir Valeixo.

Com isso, o nome do delegado é o mais forte no momento, mas não é a escolha de Moro.

A direção da PF vê a possibilidade de nomeação de Torres como um retrocesso para a corporação. Os dirigentes argumentam que o fato de ele estar fora do órgão há quase uma década e ter trabalhado como assessor de um político durante esse tempo são pontos ruins para a PF.

O agora secretário de Segurança foi assessor legislativo do ex-deputado federal Fernando Francischini (PSL-PR) por oito anos.

Com informações da Folha


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